sexta-feira, 11 de junho de 2010
PESQUISA REVELA: SEGURANÇA PÚBLICA É O MAIOR PROBLEMA DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU
PROCURANDO UM PRESENTE PARA A SUA NAMORADA?
DIA DOS NAMORADOS
CAMPANHA DO DIA DOS NAMORADOSPAPA BENTO PEDE PERDÃO ÀS VÍTIMAS DOS PADRES PEDÓFILOS
O papa Bento 16 pediu nesta sexta-feira em Roma perdão público a Deus e às vítimas de padres pedófilos, e prometeu que fará "tudo o que for possível para que abusos semelhantes não voltem a acontecer jamais".
O BEM DE UMA SESTA
quinta-feira, 10 de junho de 2010
PONTO ELETRÔNICO PARA OS SERVIDORES MUNICIPAIS
A medida é interessante e vem somar forças aos princípios constitucionais que regem a administração pública.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
MIPIBUENSES EM BRASÍLIA
terça-feira, 8 de junho de 2010
A FLAUTA E O SABIÁ
Logo a flauta escarninha põe-se a casquinar no estojo como a zombar do módulo cantor silvestre.
– De que te ris? indaga o pássaro.
E a flauta em resposta:
– Ora esta! pois tens coragem de lançar guinchos diante de mim?
– E tu quem és? ainda que mal pergunte.
– Quem sou? Bem se vê que és um selvagem. Sou a flauta. Meu inventor, Mársias, lutou com Apolo e venceu-o. Por isso o deus despeitado o imolou. Lê os clássicos.
– Muito prazer em conhecer… Eu sou um mísero sabiá da mata, pobre de mim! fui criado por Deus muito antes das invenções. Mas deixemos o que lá foi. Dize-me: que fazes tu?
– Eu canto.
– O ofício rende pouco. Eu que o diga que não faço outra coisa. Deixarei, todavia, de cantar – e antes nunca houvesse aberto o bico porque, talvez, sendo mudo, não me houvessem escravizado – se, ouvindo a tua voz, convencer-me de que és superior a mim. Canta! Que eu aprecie o teu gorjeio e farei como for de justiça.
– Que eu cante?!…
– Pois não te parece justo o meu pedido?
– Eu canto para regalo dos reis nos paços; a minha voz acompanha hinos sagrados nas igrejas. O meu canto é a harmoniosa inspiração dos gênios ou a rapsódia sentimental do povo.
– Pois venha de lá esse primor. Aqui estou para ouvir-te e para proclamar-te, sem inveja, a rainha do canto.
– Isso agora não é possível.
– Não é possível! por quê?
– Não está cá o artista.
– Que artista?
– O meu senhor, de cujos lábios sai o sopro que transformo em melodia. Sem ele nada posso fazer.
– Ah! é assim?
– Pois como há de ser?
– Então, minha amiga – modéstia à parte – vivam os sabiás! Vivam os sabiás e todos os pássaros dos bosques, que cantam quando lhes apraz, tirando do próprio peito o alento com que fazem a melodia. Assim da tua vanglória há muitos que se ufanam. Nada valem se os não socorre o favor de alguém; não se movem se os não amparam; não cantam se lhes não dão sopro; não sobem se os não empurram. O sabiá voa e canta – vai à altura porque tem asas, gorjeia porque tem voz. E sucede sempre serem os que vivem do prestígio alheio, os que mais alegam triunfos. Flautas, flautas… cantam nos paços e nas catedrais… pois venha daí um dueto comigo.
E, ironicamente, a toda a voz, pôs-se a cantar o sabiá, e a flauta de prata, no estojo de veludo… moita.
Faltava-lhe o sopro.
Vamos orar por essas almas, para que elas consigam chegar perto do céu.
DEMONIO DAS LARANJEIRAS ASSUSTA POPULAÇÃO
TRIBUNA POPULAR
EPIDEMIA DE CRACK ESTÁ FORA DE CONTROLE, ADVERTE ESPECIALISTA
segunda-feira, 7 de junho de 2010
UMA LÁGRIMA INOCENTE
Na Escola de Taborda, uma aluna do oitavo ano, despejada pela prefeita Norma Ferreira, com aval do sindicato, achegou-se carinhosamente a uma professora com quem conversava e deu-lhe um abraço. O abraço demorou mais do que o normal e isso me chamou atenção.
Ao me aproximar um pouco mais, percebi que os olhos da minha amiga professora estavam encharcados e que aquela adolescente que a abraçara era, na verdade, uma de suas alunas, com quem tantas vezes cruzei, ao caminhar pela Escola.
Aquele sorriso ingênuo havia se transformado em pranto e o que estava diante de mim, era uma das mais puras e belas demonstrações de carinho e amizade que pode um mestre fazer brotar no coração de um aluno. E o fez bem aquela professora e colega. Tão bem que a resposta fora espontânea e descompromissada, como aquele amigo que chega sem dizer porque, nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Fui testemunha, talvez, no mundo atual da insensibilidade, de um dos mais puros momentos de ternura e emoção, alí, diante dos meus olhos.
As lágrimas caíam daquele lindo rosto de menina e ela, inocentemente, levava as mãos às lágrimas como se não as quizesse caindo. Talvez, quiçá, não esboçar sua sensibilidade de ser humano. De Gente como a Gente, que se emociona e sofre diante das agruras da vida.
Gostaria muito de poder descrever à senhora prefeita e aos parceiros de fechamento das turmas de oitavo e nono ano de Taborda, toda a emoção que senti. Da solidariedade que brotou, com toda força, do mais íntimo de mim ao ver as lágrimas inocentes daquela adolescente.
Como ela, muitas e muitos outros jovens mipibuenses, neste momento, devem estar derramando suas lágrimas inocentes e incompreendidas.
Lanço aqui um apelo solitário à senhora prefeita e seus assessores para que revejam estas medidas bruscas. Estes verdadeiros atos de vandalismo para com a nossa juventude.
Pois, se não tivermos o carinho e o respeito para com nossos jovens, o que poderemos exigir deles?
Imãs e irmãos mipibuenses, conversem com as autoridades que vocês conhecem e peçam para que façam alguma coisa para que possamos, no futuro, dizer para os adultos que não nos omitimos.
São José de Mipibu, 07/06/2010.
Perceval Carvalho