A administração pública nunca, em toda a história do Povo brasileiro, conseguiu ser tão absurda e impraticável.
Para além das fronteiras dos arreios, bridões, perucas pretas e outras cositas mais, o provinciano mais atento evidencia uma prática que, se não fosse um atentado contra a lei, imaginar-se-ia tratar-se de mais uma comédia criada pela turma da giroflex, protagonizada, no papel principal, pela grande barata tonta oxigenada.

Vejam, irmãos e irmãs mipibuenses, a que ponto chega um Povo quando não tem governo. Esta semana, nossa equipe tomou conhecimento de que, no Pau Brasil, há uma escolinha pública municipal, conhecida como escolinha da dona Eliana, cujo prédio pertence a dona Eliana e é alugado à prefeitura para que funcione a tal escolinha. E quem é a diretora da tal escolinha da dona Eliana? A própria!
Não entendeu?
A dona do prédio, alugado à prefeitura, é a dona Eliana e ela própria é a direitora da Escolinha. Ela recebe o aluguel da escola e também o salário como diretora.
E como se não bastasse a senhora dona Eliana também é ocupante de cargo em conselhos, como o foi no de saúde, enquanto representante dos usuários, quando somente poderia estar alí na condição de prestadora de serviço.
E você pode perguntar, e o que há de errado?
A pergunta correta seria, o que há de certo?
A administração pública rege-se, conforme determina o Artigo 37 da Carta da República, entre outros, pelos princípios da impessoalidade e moralidade. Ou seja, a administração pública deve obedecer a estes princípios.
Neste caso, como pode uma escola funcionar dentro da casa de uma pessoa física e esta mesma pessoa ser a diretora da escola, recebendo aluguel e salário de diretora pagos prefeitura?
Onde termina o púlico e começa o privado?
Com a palavra a secretária de educação, Ana Ferreira!