quarta-feira, 27 de abril de 2016

RECOMPENSA DE R$ 1.000,00


No feriadão de Tiradentes a sede da ONG STVBrasil - Sociedade Terra Viva foi alvo de ladrões, que invadiram a instituição, localizada em São José de Mipibu-RN, e furtaram uma TV LG de 29 polegadas, um Notebook e outros objetos.

RECOMPENSA - R$ 1.000,00

A STVBrasil - Sociedade Terra Viva está oferecendo recompensa de mil reais (R$ 1.000,00) para quem fornecer informações que levem a recuperação dos objetos furtados e prisão dos ladrões.

Entre em contato pelos telefones (84) 988790727, 988258474.

Seu nome não será divulgado!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ministro do STF quebra sigilo bancário e fiscal do senador José Agripino

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a quebra
de sigilo fiscal e bancário do senador José Agripino (DEM-RN), do filho dele, deputado Felipe Maia (DEM-RN) e de 14 de empresas e outros investigados. O senador, presidente nacional do Democratas, é alvo do inquérito 4141/DF, que investiga propina sobre contratos da construção da Arena das Dunas, para a Copa do Mundo 2014, em Natal.
O pedido de quebra de sigilo dos parlamentares é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "Para desvendar as particularidades das estratégias de lavagem de dinheiro possivelmente adotadas pelo senador José Agripino Maia, cumpre afastar os sigilos fiscal e bancário do parlamentar e dessas pessoas físicas e jurídicas. O período do afastamento de segredo deve abranger os anos de 2010 (um ano antes dos fatos, o que e relevante para fins de fixação de parâmetros e verificação de compatibilidade da evolução patrimonial dos envolvidos) a 2015 (um ano depois dos fatos, em face do caráter permanente do delito de lavagem de dinheiro)."
Janot sustentou ao STF que as investigações "apontam para a efetiva solicitação e recebimento, pelo investigado, de forma oculta e disfarçada, de vantagens pecuniárias indevidas, oriundas de sua intervenção para solucionar entraves referentes a controles externos sofridos pela construção da denominada Arena Dunas, pelo grupo empresarial OAS, além da realização de operações financeiras que consubstanciariam indícios da prática de lavagem de dinheiro".
O STF autorizou também que diligências da Polícia Federal relacionadas ao Hotel Praia de Ponta Negra. Segundo Janot, o hotel não respondeu a ofícios de requisição de informações. "Está-se, aparentemente, diante de desrespeitosa indiferença para com ordem emanada do Supremo Tribunal Federal. No entanto, antes da adoção de medida mais drástica, afigura-se conveniente determinar que a Polícia Federal dirija-se ao estabelecimento em questão e, perante o destinatário dos ofícios, colha informações sobre os motivos para a recalcitrância, obtendo até, eventualmente, os dados almejados."
Defesa
De acordo com o senador José Agripino, "as providências requeridas vão acelerar o processo de esclarecimento dos fatos investigados. Tenho certeza que tornarão clara a improcedência da acusação que me é feita, de conduta irregular na construção da Arena das Dunas."
Já o deputado Felipe Maia diz que "a quebra dos meus sigilos fiscal e bancário, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, contribuirá para esclarecer em definitivo os fatos investigados e comprovará a falta de fundamento e consistência das acusações feitas contra o senador José Agripino e pessoas ligada a ele".
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Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/04/22/ministro-do-stf-quebra-sigilo-bancario-e-fiscal-do-senador-jose-agripino.htm

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PMDB vai unir o Brasil

Editorial

Pela primeira vez, na história do país, um partido vai conseguir unir o povo brasileiro em torno de um ideal.

Caso o processo de impedimento da presidente Dilma seja aprovado e sobrevenha o seu afastamento como consequência, o PMDB terá conseguido se instalar no comando das três casas: a câmara, o senado e a presidência da república, com a ascensão do vice-presidente Michel Temer à cadeira do executivo.

Até então, lutavam nas ruas do Brasil, de um lado a população e de outro o PT, através de seus tentáculos sindicais, sociais e etc, dividindo o território nas cores verde e amarela de um lado e vermelha, de outro. O primeiro pedindo o fim da corrupção e o fortalecimento das instituições que investigam os crimes e o segundo pedindo o barramento dos processos investigatórios.

No meio da batalha, a escória política, investida em mandatos, se apropria da crise para tentar criar uma cortina de fumaça sobre seus crimes e ganhar tempo para buscar vias alternativas de escapar da lei. Bandidos, réus confessos, controlam e manipulam o sistema em patente demonstração do estado de descontrole e insegurança que se encontra a sociedade. Se utilizam até mesmo da fé de muitos para justificar seus crimes bárbaros contra a nação.

O que muita gente ainda não percebeu é que as coisas caminham para o descortinar de um novo horizonte. O cantor Caetano Veloso certa vez falou: "É incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer!" E esta frase reforça o que está para acontecer no Brasil, no caso da presidente Dilma vir a ser afastada e o Temer assumir a presidência.

Ocorre que, até o afastamento da Dilma, o arco-íris estava dividido e a cor vermelha não o compunha e andava solitária. Ao assumir, caso aconteça, Temer conseguirá unir todas as cores em um só arco-íris, que não mais sairá às ruas dividido, mas completo e com todo seu esplendor.

E ninguém duvide da força de um arco-íris em todas as suas cores. Estamos diante de uma oportunidade histórica para a população brasileira limpar a sujeira que se abateu sobre o país e refazer seu futuro, extirpando velhos vícios e colocando na prisão aqueles que deles se beneficiam.

Será a vez da união do arco-íris contra as forças do mal: Temer, Renan e Cunha e tudo mais de ruim que usurpa os direitos do povo.

O PMDB vai conseguir unir o Brasil.

domingo, 17 de abril de 2016

Um domingo para a história do Brasil

Editorial

Há pouco, a Câmara dos Deputados decidiu tirar do poder, através do impeachment, a presidente da república Dilma Roussef, sob a acusação de haver praticado crime de responsabilidade.

Até a tarde de hoje, os governistas, liderados pelo ex-sindicalista Lula, davam como certa a extinção do processo na câmara, o que não aconteceu e, por uma sensível vitória, a presidente Dilma, Lula e o PT perderam a disputa e a cabeça da presidente, já combalida, segue em uma bandeja para o senado, onde os oposicionistas já dão como certo o seu afastamento e consequente deposição.

Sob o comando do vice-presidente Michel Temer, o PMDB já tem montado seu governo e espera, ávido, a posse de uma verdadeira matilha de investigados pela justiça.

A situação do país é das piores e não se vislumbra, sequer, a silhueta de um lampejo de esperança. O Brasil de hoje é uma nau a deriva a espreita da tempestade.

Para Dilma, reação demorada foi erro

A presidente Dilma Rousseff chega hoje à mais importante batalha de sua vida sem saber se conseguirá sobreviver, mas convencida de que o seu maior erro não foi enveredar pelo caminho do ajuste nem subestimar o desgaste da Operação Lava Jato ou autorizar manobras conhecidas como pedaladas fiscais. Dilma se penitencia pela demora em reagir à “conspiração” dentro do Palácio do Planalto – promovida, no seu diagnóstico, pelo vice-presidente Michel Temer – e por ter se distanciado de seu “criador”, Luiz Inácio Lula da Silva.

Isolada, sem ouvir quase ninguém, a primeira mulher eleita presidente do Brasil viu a crise política crescer dia após dia, mas nunca acreditou que ela pudesse fugir do controle. Nesse outono de intrigas, traições e fuga de aliados, puxada pelo PMDB, o governo, muitas vezes, pareceu atordoado e sem saber para onde ir. “A vida é mais complexa do que parece”, costuma dizer Dilma, desde que sua popularidade despencou.

A senha para uma ofensiva mais dura contra a ameaça do impeachment foi dada pelo próprio Lula, em 4 de março. Naquele dia, o ex-presidente foi obrigado a depor, no âmbito da Lava Jato, e a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em sua casa e no Instituto Lula.
A cúpula do PT, em rota de colisão com Dilma, temeu a prisão de seu maior líder. Foi a partir daí que a narrativa do “golpe” e da associação de Temer com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – réu em ação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, acusado de desviar recursos da Petrobrás –, ganhou força como estratégia de sobrevivência política de Dilma, de Lula e do PT.
“Se a gente não se mexer, vai acabar morrendo”, disse Lula após sair do depoimento, em conversa a portas fechadas com dirigentes do PT, em São Paulo. Dois interlocutores do ex-presidente disseram ao Estado que ele se arrependeu de não ter tentado um acordo com Dilma para ser candidato, em 2014. Já àquela época, temia que sua afilhada, mesmo ganhando, não conseguisse governar
“Vocês podem não gostar dela, mas é o nosso projeto que está em jogo. Não podemos sair das ruas. Precisamos defender a Dilma”, insistiu ele, na sede do PT. 
Jararaca. Diante das câmeras de TV, logo em seguida, Lula não deixou dúvidas de como seria a reação. Tudo foi montado para proteger o ex-presidente, único nome que o PT dispõe, até agora, para disputar a sucessão de Dilma. “Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo e a jararaca está viva, como sempre esteve”, gritou Lula, naquele 4 de março.
Treze dias depois, com o Planalto cercado por seguranças e manifestantes na Praça dos Três Poderes, Lula tomava posse como ministro da Casa Civil, mas sua nomeação foi suspensa por decisão judicial e até hoje aguarda julgamento do Supremo.
Na véspera, o vazamento de uma conversa entre Dilma e o líder petista, gravada pela Polícia Federal, agitou o mundo político e causou outro estrago. Pelo telefone, a presidente dizia a Lula que enviaria a ele o “termo de posse” no Ministério, para uso “em caso de necessidade”.
Os investigadores da Operação Lava Jato interpretaram o diálogo grampeado como uma tentativa de Lula de fugir da alçada do juiz Sérgio Moro, de primeira instância, e ganhar foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. A crise se agravou ainda mais.
O desarranjo na economia, com forte recessão e desemprego, fez um ministro do PT apostar no pior cenário, na semana passada. O argumento dele era simples: em 2005, no escândalo do mensalão, Lula e o partido conseguiram dar a volta por cima porque as pessoas tinham “dinheiro no bolso”, situação oposta à de hoje.
Sem o marqueteiro João Santana – preso em fevereiro pela Lava Jato –, o governo acabou agindo de acordo com estratégia definida por Lula, guiada por pesquisas de opinião.
Foi dele a ideia de carimbar o impeachment como “golpe”, manobra para “sentar na cadeira antes da hora” e também de ligar Temer e Cunha a um conluio dos que querem interromper o combate à corrupção. Na última hora, Dilma divulgou um vídeo nas redes sociais, acusando Temer de querer acabar com programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. “É uma mentira rasteira”, reagiu Temer.
Sem poder despachar no Planalto, Lula tem usado uma suíte do hotel Royal Tulip, em Brasília, como “bunker” de negociações políticas. Há quase um mês, recebe deputados, senadores, dirigentes de partidos e até governadores. “Nunca pensei que chegássemos a essa situação tão crítica”, desabafou ele.
Aos mais próximos, Lula contou que se arrependeu de ter aceitado a Casa Civil, no momento em que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam a propriedade de um sítio em Atibaia e de um triplex no Guarujá.
“Ficou parecendo que eu queria me salvar, mas não era isso”, afirmou Lula, que nega ser dono dos imóveis. “A Dilma me fez um apelo desesperado. Em agosto, ela já tinha me convidado e eu respondi: ‘Se nem Fidel e Che couberam em Cuba, como nós dois vamos caber no mesmo Palácio? Eu disse que poderia presidir o Conselhão, mas ela não quis. Não podia ver o governo desmoronando e não fazer nada. Eu tinha que ajudar”, emendou ele, numa referência ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
‘Não passarão’. A entrada de Lula no governo, ainda que não consumada oficialmente, provocou novos protestos e atiçou a oposição. Mas o Planalto também foi pego no contrapé com a delação premiada do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS). Ex-líder do governo no Senado, Delcídio acusou Dilma de interferir na Lava Jato por meio Supremo e do Superior Tribunal de Justiça. Afirmou, ainda, que foi Lula quem o mandou procurar o ex-diretor da Petrobrás Néstor Cerveró, para impedir que ele contasse o que sabia. Temer e o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, também foram citados por Delcídio, que envolveu 74 pessoas em seus depoimentos.
“Nunca pensei que ele fosse esse canalha”, disse o ministro do Gabinete Pessoal da Presidência, Jaques Wagner. “Nós precisamos reagir à destilaria de ódio”. Na batalha, o Planalto foi transformado em tribuna contra o impeachment e teve seus salões tomados por juristas, professores, estudantes, mulheres e representantes de vários movimentos, que se revezavam ao microfone.
No último dia 7, a aposentada Maria José Pereira Said, de 87 anos, se postou ao pé da rampa que liga o Salão Nobre ao terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete presidencial, no fim de uma manifestação promovida por mulheres.
“Força, Dilma!”, exclamou ela. Cercada por seguranças, a presidente voltou alguns passos, agachou-se e deu um beijo nos cabelos brancos de dona Zezé. Tinha os olhos marejados.
Com o grito de guerra “Não Passarão” – lema da resistência republicana durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) – e o mote da defesa da democracia, o PT conseguiu, a duras penas, reconquistar movimentos sociais e até intelectuais que haviam se afastado do partido, após os escândalos de corrupção.
Mesmo assim, o protesto de 13 de março – a maior manifestação da história do País – aumentou a pressão pela saída de Dilma. Naquele dia à noite, em reunião com ministros, no Palácio da Alvorada, ela não escondeu o abatimento. “Uma das características estarrecedoras daquela manifestação foi a rejeição da política”, disse a presidente, na quarta-feira, a jornalistas. “Isso nunca levou a nada de bom”.
Com Lula no palanque, os contrários ao impeachment foram às ruas em 18 de março, num ato que surpreendeu o governo pelo tamanho. Voltaram no dia 31, data que marcou os 52 anos do golpe de 1964. 
Pouco antes, o PMDB rompeu com o governo e emissários de Temer começaram a negociar a formação de um novo Ministério com antigos aliados de Dilma, como o PP e o PTB. Na tentativa de conter os dissidentes, a distribuição dos cargos foi ampliada por Dilma, mas muitos a abandonaram à própria sorte.
O Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, passou a ser chamado pelo “núcleo duro” do Planalto de quartel-general dos traidores.
Nos bastidores, porém, o governo avalia que a ação de Temer para ocupar a cadeira de Dilma começou bem antes, logo após 8 de março de 2015, quando ela foi alvo de “panelaço” ao fazer um pronunciamento na TV, em homenagem ao Dia da Mulher, e defender o ajuste fiscal.
‘Alô, alô?’. O vice assumiu a articulação política do Planalto com o Congresso em abril daquele ano e, quatro meses depois, entregou o cargo. O movimento marcou sua aproximação com líderes do PSDB, que hoje o apoiam no combate a Dilma. “Desde aquela época, queriam derrubar o governo por dentro”, resumiu o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). 
A relação de Dilma e Temer nunca foi das melhores, mas o casamento de fachada continuava. Em 2014, porém, o vice deu sinais de que a renovação do enlace de papel passado não duraria muito.
Às vésperas da campanha pelo segundo mandato, o telefone tocou no gabinete de Temer. Do outro lado da linha, o tom de voz era tão alto que ele pôs o aparelho longe do ouvido. “Alô, alô, alô?”, repetiu, pausadamente, como se nada ouvisse. Um minuto depois, desligou.
O telefone chamou de novo. Irritada, Dilma continuou o “monólogo” do ponto onde a ligação fora interrompida, pedindo providências para conter Eduardo Cunha, então líder do PMDB, que se voltava contra o governo. “Mas era a senhora ao telefone? Desculpe, não percebi”, respondeu o vice, irônico. “Tinha uma pessoa aí gritando tanto que não dava para saber quem estava falando.”
No primeiro mandato, em 2011, Dilma também ligou para Temer, que estava em São Paulo, para cobrar apoio do PMDB numa votação do Código Florestal. Estava exaltada. “Acho que a senhora ligou para a pessoa errada”, respondeu o vice, que comanda o PMDB. “Eu estou acostumado a lidar com presidentes da República e todos sempre me trataram com muita educação”.
Em dezembro do ano passado, Temer enviou uma carta a Dilma, queixando-se de ter passado quatro anos como um “vice decorativo”. “Que coisa estranha!”, comentou Dilma, ao receber a correspondência no Alvorada.
No início da semana, com o divórcio já em fase adiantada, Temer deixou vazar um áudio a um grupo de deputados do PMDB, no qual apresentava as diretrizes de um “governo de salvação nacional” comandado por ele. “Isso passou de todos os limites”, esbravejou Dilma. “Não vai ficar assim. Quem ele pensa que é? Posa de estadista e age com essa pequenez?”
No Planalto, a mensagem do vice foi batizada de WhatsApp ao Povo Brasileiro, referência jocosa à Carta ao Povo Brasileiro, divulgada por Lula na campanha de 2002, para acalmar o mercado. Ao contrário de 2002, porém, o desfecho dessa história é imprevisível.
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Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,para-dilma--reacao-demorada-foi-erro,10000026487

sábado, 16 de abril de 2016

Oposição entra com queixa-crime contra Dilma e Lula por troca de cargos por votos

Liderados pelo DEM, partidos de oposição protocolam neste sábado uma queixa-crime na Polícia Federal contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula por compra de votos de deputados. Governadores de Estados do Nordeste que defendem Dilma e também passaram a pressionar parlamentares também devem ser acusados na peça.
"Você não pode usar recursos públicos para converter votos de deputados. Isso é uso da máquina pública em benefício próprio. É desvio de finalidade, uma repetição do método petista que levou ao mensalão e ao petrolão, mais um escândalo para ganhar na mão grande", disse o deputado Mendonça Filho (DEM-PE). "Um crime praticado contra atuação legítima dos parlamentares, que têm o direito e o dever de votar livres, não sob um processo de intimidação patrocinado pelo governo Dilma Rousseff."
O deputado disse que o governo promove nomeações, demarcação de terras e liberação de recursos para Estados e municípios como "moeda de troca" pelo voto.
O DEM acusa como indícios de crimes, por exemplo, a recente transferência de terras da União ao Estado do Amapá, governado por Waldez Góes (PDT), aliado do clã Sarney. Em uma síntese da representação distribuída a jornalistas pelo DEM, a transferência é apontada como corrupção ativa e teria o objetivo de garantir oito votos da bancada ao Planalto. Antes, diz a legenda, havia seis indecisos e dois contrários ao Planalto.
A transferência era um antigo pleito do Estado, um dos últimos que deixou de ser território federal, em 1988, e foi assinada nesta sexta-feir­­­a no Palácio do Planalto, na presença de parlamentares do Estado e de Waldez Góes. Segundo o governo, cerca de 95% das terras do Amapá ainda eram de domínio da União.
Eles afirmam que não representaram ao Ministério Público Federal porque a Procuradoria-Geral da República está sem plantão. "Queremos saber se as autoridades constituídas vão assistir de camarote a compra de votos perpetrada pelo Palácio do Planalto", diz o documento de uma página.
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Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/oposicao-entra-com-queixa-crime-contra-dilma-e-lula-por-troca-de-cargos-por-votos

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Qual a sua opinião sobre o impeachment da presidente Dilma?


O Mipibuense quer saber a sua opinião sobre o impeahment da presidente Dilma.

Responda a pesquisa ao lado, marcando a resposta de acordo com a sua opinião.

O resultado será divulgado no próximo sábado, 16/04/2016.

O Mipibuense

Evolução do placar do impeachment da Dilma



















Perguntas dos leitores:
1- Porque alguns deputados, inclusive do RN, não estão "em cima do muro"? E$perando o que?
2- O político, cujo mandato é dado pela população, pode votar contra o interesse dos seus eleitores?
3- Quanto ou quantos cargos vale um voto contra o impeachment?
4- Aprovado o impeachment, o Brasil vai aceitar um bandido na presidência?
5- É lícito um governo instalar, em Brasília, uma feira de troca de votos por cargos?
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Envie sua pergunta.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Propina de Belo Monte foi de R$ 150 milhões, diz Andrade Gutierrez

Em sua delação premiada à Procuradoria-Geral da República, os executivos da Andrade Gutierrez revelam que as construtoras responsáveis pela obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte combinaram o pagamento de uma propina de R$ 150 milhões, 1% do valor que elas iriam obter pelos contratos firmados.

Os recursos seriam pagos ao longo da construção da obra e seriam divididos entre PT e PMDB. Cada partido ficaria com uma cota de R$ 75 milhões. Os recursos foram pagos, segundo a delação premiada, na forma de doações legais para campanhas de 2010, 2012 e 2014.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo disse aos procuradores que a empresa tinha um caixa único, formado por estes recursos oriundos da propina de Belo Monte e também dinheiro legal, que foi usado para fazer as doações de campanha, inclusive em 2014, quando a construtora doou R$ 20 milhões para a campanha da presidente Dilma.

Ou seja, segundo os executivos, o dinheiro não era carimbado, mas recursos de propina acabaram sendo usados para bancar as campanhas petistas e de peemedebistas na última eleição presidencial.

Os R$ 150 milhões foram divididos entre as empreiteiras de acordo com a participação de cada uma no consórcio construtor da usina Belo Monte.

O leilão de Belo Monte ocorreu em junho de 2010. Odebrecht e Andrade Gutierrez (autora de estudos iniciais), mais a Camargo Corrêa, desistiram de apresentar proposta por discordar da estimativa de R$ 19 bilhões feita pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Formado por oito empresas, algumas sem experiência na construção de hidrelétricas (Queiroz Galvão, Mendes Júnior, Serveng-Civilsan, Contern, Cetenco, Gaia, Galvão e J.Malucelli), um outro grupo acabou ganhando a concorrência, mas logo depois permitiu a entrada das três concorrentes.

"Derrotadas" inicialmente, Andrade Gutierrez (18%), Odebrecht (16%) e Camargo Corrêa (16%) ficaram com metade dos contratos de construção da usina. O valor da propina paga a PT e PMDB, segundo Otávio Azevedo, seguia o percentual de cada uma no Consórcio Construtor de Belo Monte.

Em sua edição desta quinta-feira (07), a Folha revelou que, em sua delação premiada, os executivos da Andrade Gutierrez revelaram que a construtora fez doações legais para campanhas de 2010, 2012 e 2014 utilizando recursos de propina obtidos de contratos firmados com a Petrobras, usina nuclear Angra 3 e a hidrelétrica Belo Monte.

O PT e o PMDB negam oficialmente irregularidades nas doações recebidas por seus candidatos e também acertos de propina em Belo Monte. A campanha da presidente Dilma também refuta qualquer irregularidade e diz que todas as contribuições recebidas foram legais.


ARRANJO EM BELO MONTE

Em delação, executivo acusa ex-ministro de montar consórcio para hidrelétrica

A LICITAÇÃO
Em abr.2010, a Aneel (agência de energia) confirmou o consórcio Norte Energia como vencedor da disputa pela hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Na época, o grupo propôs vender a energia gerada a R$ 78 por MWh (megawatt hora)

Composição do consórcio vencedor


O QUE DIZ A DELAÇÃO
> Foi o economista Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, que ajudou a criar o consórcio, com a função de forçar as grandes empreiteiras a reduzir o valor que cobrariam pela obra
> O arranjo teve a participação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula investigado na Lava Jato

O PROBLEMA
> As empresas que venceram o leilão eram pequenas e não tinham experiência numa obra da complexidade de Belo Monte nem garantias bancárias necessárias
> Em ago.2010, o governo federal fechou acordo para incluir outras três empreiteiras na construção

Nova composição do consórcio


O QUE DIZ A DELAÇÃO
Delfim também atuou na formação do segundo consórcio, acomodando os interesses das 11 empreiteiras finais. Para isso, ele recebeu propina de R$ 15 milhões, por meio de contratos da Andrade Gutierrez com a empresa de um sobrinho do economista

Usina de Belo Monte



Obras começaram em 2011
Custo: R$ 31,5 bilhões
Capacidade de produção: até 11.233 MW, a terceira maior do mundo
Área do reservatório: 503 km²

*Atualmente, a Gaia Energia não participa mais do grupo
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1758468-propina-de-belo-monte-foi-de-r-150-milhoes-diz-andrade-gutierrez.shtml

terça-feira, 5 de abril de 2016

Gilmar Mendes diz que indicação de Lula para ministério pode ser enquadrado em crime penal

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, responsável pela decisão que suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil e principal relator na Corte sobre esses processos, afirmou na manhã desta terça-feira, 5, que a impressão é que neste caso houve crime de falsidade e não de responsabilidade. “O que ressai é a impressão de que pode ter ocorrido mesmo não um crime de responsabilidade, mas um crime do código penal, que é o crime de falsidade, a possibilidade de que pode ter havido de fato a declaração falsa de posse do presidente Lula”, ressaltou.
Indagado se a decisão do Supremo sobre este episódio poderia respingar na presidente Dilma Rousseff, levando em conta sua avaliação de que houve crime de falsidade na indicação de Lula e se, por esse motivo, caberia também uma investigação sobre a própria presidente da República, Mendes destacou: “Este é um assunto que o Ministério Público terá que oportunamente investigar.”
Segundo o ministro, o STF não deverá conseguir apreciar nesta semana se o ex-presidente Lula poderá ou não assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma Rousseff. “Tenho a impressão que esta semana já não se consegue”, alegou, destacando que se o processo estiver em condições, o que inclui o parecer da PGR, poderá ser julgado na semana que vem. “Ontem, juntada a defesa do ex-presidente Lula a PGR terá de emitir o parecer definitivo sobre o tema”, destacou.
Questionado sobre o fato de Lula já estar atuando, na prática, como ministro, realizando articulações políticas, Mendes foi cauteloso e disse que viu na imprensa informações sobre exercício indevido de função e tráfico de influência. “Em suma, isso tem que ser examinado por quem tem a competência, o Ministério Público poderá suscitar essas questões.”
Ao falar a respeito da polêmica em torno da divulgação dos áudios dos grampos autorizados pelo juiz Sérgio Moro, Mendes argumentou que uma das hipóteses levantadas no julgamento da Corte na semana passada (quando ele estava em viagem)  houve reclamação sobre o grampo incluir a presidente Dilma, que tem foro privilegiado e, portanto, disseram que ela poderia estar sendo indevidamente investigada pela Justiça de Curitiba. “Mas, se ela estava sendo 'indevidamente investigada' é porque ela pode ser investigada”, opinou.
Para o ministro, que proferiu palestra nesta manhã no 7º Congresso Brasileiro de Pesquisa, o quadro político brasileiro é extremamente grave. “Difícil saber o que está por vir, como dizia Mia Couto, o pior do passado está por vir, estamos vivendo um quadro delicado e não devemos contribuir para atiçar e acirrar esse quadro de suspeitas e tensões já existente”, disse o ministro em referência ao escritor moçambicano.
Sobre as sugestões de antecipação das eleições presidenciais, feitas pelo senador do PMDB Valdir Raupp e também pela Rede, de Marina Silva, Gilmar Mendes acha uma emenda de difícil aprovação. “Imagino que é mais um esforço no sentido de sinalizar que a crise precisa de saídas institucionais, amealhando simpatizantes no sentido de indicar uma saída para este impasse.”
Facções criminosas. Na entrevista coletiva que concedeu após a palestra, o ministro voltou a falar da necessidade de se fazer uma reforma política e da preocupação que, sem o financiamento privado de campanha, facções criminosas possam encontrar maneiras de financiar as campanhas políticas. “Este é o nosso grande desafio, estamos discutindo no próprio TSE e vamos tentar um modelo de cooperação com a própria justiça eleitoral e também com o Ministério Público para ter um grupo de inteligência para fazer este acompanhamento. Pela primeira vez, vamos tentar disciplinar uma eleição sem financiamento privado de empresas e podemos ter o risco de manipulações do sistema e precisamos estar atentos a isso.”
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Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,gilmar-mendes-diz-que-indicacao-de-lula-para-ministerio-pode-ser-enquadrado-em-crime-penal,10000024948

domingo, 3 de abril de 2016

Andrade Gutierrez pagou regalia a presos da Lava Jato, diz podóloga

O depoimento de uma podóloga em sindicância que atestou privilégios a detentosOperação Lava Jatono Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná, aponta que a Andrade Gutierrez pagou por regalias a Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, e outros presos do petrolão.
da

Andresa Regina Hilgenberg Cavalheri Diogo contou na sindicância feita pelo departamento penitenciário que nos dias 15 e 22 de setembro de 2015 deu expediente no CMP cuidando dos pés dos presos da 6ª Galeria.

A podóloga diz que atendeu Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, Alexandrino Alencar e Márcio Faria, ex-executivos da Odebrecht, o ex-deputado federal Pedro Corrêa e mais três outros detentos da Lava Jato que não são identificados no depoimento.

A Andrade Gutierrez, segundo a podóloga, pagou pelos serviços prestados por ela ao ex-presidente da empreiteira e também a Renato Duque e outros três detentos. Cada tratamento custou R$ 250. Os serviços prestados a Alexandrino Alencar e Marcio Faria foram pagos pela Odebrecht e a advogada de Pedro Corrêa pagou pelo tratamento do ex-parlamentar, disse ela.

A presença da podóloga no presídio foi autorizada pelo diretor-geral do CMP, Marcos Marcelo Muller, a pedido da advogada de Pedro Corrêa.

O ex-deputado tem diabetes e por isso necessitaria de cuidados especiais com os pés. No depoimento, a podóloga diz que Corrêa poderia correr riscos caso não fosse atendido por uma especialista. Os outros detentos tinham demandas mais simples, segundo o depoimento.

A comissão que investigou o caso considerou que o diretor do CMP, Marcos Marcelo Muller, e seu vice, Sérgio Padilha, não comprovaram a necessidade da presença da podóloga no presídio. Por isso, foram afastados do cargo e agora respondem a um processo administrativo disciplinar. Caso condenados, podem receber penas que vão de advertência até a demissão do serviço público.

O agente penitenciário Valdir Calegari também foi implicado na sindicância e responde processo disciplinar por deixar entrar na cadeia produtos proibidos. Uma inspeção nas celas dos presos da Lava Jato encontrou "alimentação diferenciada dos demais presos". O relatório da corregedoria diz que "a sindicância comprovou que a alimentação liberada a esses presos incluía castanhas, nozes, frutas cristalizadas, chocolates suíços e frutas exóticas".

O documento relata que a desorganização no recebimento e armazenamento dos produtos não permitia saber de quem era cada coisa. Também foram encontradas nas celas vestuário diferente do uniforme do presídio. Roupas à paisana são proibidas porque podem facilitar fugas.

Um agente do CMP disse, sob a condição de anonimato, que o pavilhão onde estão os detentos da Lava Jato havia virado uma espécie de ala VIP. Segundo ele, o acesso de agentes e outros presos ao local teria sido limitado.

Segundo esse agente, a ala contava até com um segurança particular temido pelos outros detentos –informação endossada por outros dois policiais.

"Era um ex-policial militar preso por assalto e explosão de caixas eletrônicos que fazia a proteção deles. Ele era encarregado da faxina, um cargo de confiança dado pela chefia de segurança que dá acesso a diversas áreas do presídio", conta o agente.

Um ex-preso daquele pavilhão afirmou, também sob condição de anonimato, que para cultivar a boa convivência com outros detentos, os presos da Lava Jato fizeram agrados aos colegas de pavilhão, dando presentes como roupas, alimentos e até aparelhos de som e televisão.

OUTRO LADO
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná, responsável pelo Complexo Médico Penal de Pinhais, disse que "o processo corre em sigilo e ainda não foi concluído".
A Odebrecht afirmou que não há concessão de privilégios aos ex-executivos. "As regras estipuladas são respeitadas". A Andrade Gutierrez disse que não comentará. O advogado Juliano Breda, que defende o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, afirma "que seu cliente nunca usufruiu de privilégio algum e que respeitou todas as regras". As defesas de Renato Duque e Pedro Corrêa não responderam.
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1756879-andrade-gutierrez-pagou-regalia-a-presos-da-lava-jato-diz-podologa.shtml

quarta-feira, 30 de março de 2016

Chefe da Força Nacional de Segurança pede demissão e diz que Dilma não tem 'escrúpulos'

BRASÍLIA - Ao pedir demissão do comando da Força Nacional de Segurança de Pública, o coronel Adilson Moreira enviou um e-mail a subordinados com críticas ao governo e à presidente Dilma Rousseff. 
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“Minha família exigiu minha saída, pois não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, se concretizaram”, diz o texto.
Aos colegas, ele afirma que sempre viveu um “conflito ético de servir a um governo federal com tamanha complexidade política”.  “A nossa administração federal não está interessada no bem do país, mas em manter o poder a qualquer custo”, acusou.
Moreira estava no cargo de diretor da Força interinamente desde janeiro e disse no comunicado que gostaria de ficar até o final dos Jogos Olímpicos, mas que “agora em março não foi mais possível manter o foco na área técnica somente”.
A saída da diretoria a poucos meses da Olimpíada traz preocupação, porque a Força Nacional é responsável pela segurança durante o evento. A expectativa é que cerca de 10 mil homens sejam enviados ao Rio de Janeiro com esse objetivo.
O órgão é ligado ao Ministério da Justiça. A pasta afirmou, em nota, que considerou "graves" as declarações do coronel e que, como elas "podem implicar falta disciplinar e gesto de deslealdade administrativa", o ministério vai instaurar inquérito administrativo e levar o caso à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, uma vez que ele mencionou o nome de Dilma. O órgão também pediu à Advocacia-Geral da União que verifique se cabe eventuais medidas judiciais contra Moreira.
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Fonte: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,chefe-da-forca-nacional-de-seguranca-pede-demissao-e-diz-que-dilma-nao-tem-escrupulos,10000023970

domingo, 20 de março de 2016

#BrasilLimpo

Queridos amigos,

O que está acontecendo agora em nosso país não precisa necessariamente nos levar à destruição: pode ser um recomeço. Mas para aproveitarmos essa oportunidade e criarmos um Brasil Limpo, o povo precisa ser mais forte do que a política

Pela primeira vez na história, a corrupção nos níveis mais altos do governo está sendo investigada. É uma oportunidade única. Mas para quem? Não vamos nos enganar: não é apenas o PT que está em maus lençóis. Todos os outros grandes partidos também estão sob investigação. Entretanto o PSDB e o PMDB estão tentando usar esta crise para aumentar seus poderes. 

Como fica o cidadão diante disso tudo?Primeiro temos que reconhecer que isso envolve todo o sistema: quase todos os principais políticos parecem estar envolvidos em casos de corrupção. Em segundo lugar, temos que ter a coragem de implodir esse sistema e começar de novo. 

A melhor saída é exigir que o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal passem um pente fino em todo o sistema. Se eles expandirem as investigações para mais membros do Legislativo e partidos políticos, e garantirem um julgamento justo e imparcial para todos os acusados não apenas do Executivo – mas também em relação a Eduardo Cunha e todos aqueles que estão destruindo nossa democracia – demonstrariam verdadeira tolerância zero com a corrupção. Se não exigirmos investigações mais amplas agora, políticos corruptos vão se aproveitar desse momento em benefício próprio. Junte-se à campanha para pedir que o Ministério Público e o Supremo expandam as investigações e julguem a todos, e depois que todos os políticos corruptos estiverem sob o crivo da Justiça, aí sim criaremos uma nova era de política limpa, um Brasil Limpo


Alguns de nossos melhores governantes, pessoas que fizeram o seu melhor para trabalhar dentro de um sistema corrupto e acabaram afetados por ele, vão cair. Mas um Brasil Limpo, uma nova era de política limpa, é uma causa pela qual todo grande líder deveria estar disposto a se sacrificar

Sabemos que não podemos confiar em todos os nossos juízes – alguns deles trabalham a favor dos políticos. E a intervenção excessiva do Judiciário na política pode fazer com que políticos usem a Justiça para se livrar de adversários, ou atrapalhar a responsabilização por crimes cometidos. 

Mas com o julgamento da Lava-Jato sob a responsabilidade de Zavascki, o Supremo se mostrou a instituição mais confiável que temos. Se o Ministério Público e o STF forem capazes de atribuir responsabilidade tanto ao Legislativo quanto ao Executivo, teríamos a confiança de que a informação ao nosso alcance é clara e justa

Os velhos esquemas de corrupção continuam a existir porque têm muita gente com rabo preso. Isso significa que ninguém pode combater ou denunciar a corrupção se estiver envolvido nela.A melhor forma de combatê-la é tirar os antigos representantes do poder, trazendo novos líderes para a nação. Se o Supremo Tribunal Federal focar apenas no PT, vamos trocar o governo do PT por outro igualmente, se não ainda mais, corrupto. Apenas nós, o povo, podemos evitar que isso aconteça. Vamos fazer com que o Supremo mostre que o problema da corrupção não está em indivíduos, mas no sistema. Junte-se ao clamor para que o STF exponha o sistema


Nossa comunidade desempenhou um papel fundamental para aprovar a Lei da Ficha Limpa, uma lei considerada por alguns uma “revolução política” porque evitou que milhares de candidatos condenados por corrupção concorressem a novo cargo eletivo. Mas a Ficha Limpa foi apenas o começo. É hora de terminarmos esse processo. 

Com esperança por um Brasil melhor, 

A equipe da Avaaz
Blog desenvolvido por Haendel Dantas | Blog O Mipibuense 2009