Caros amigos,
As forças aéreas sírias
acabaram de usar bombas de gás de cloro contra crianças. Seus pequenos
corpos ofegavam nas macas dos hospitais, enquanto os médicos seguravam as
lágrimas ao vê-las sufocarem até a morte.
Hoje temos a chance de impedir
essas mortes com a delimitação de uma zona de exclusão aérea que impedirá
o uso das chamadas bombas de barril.
Estados Unidos, Turquia, Reino
Unido, França e outros países estão, nesse exato momento, levando seriamente em
consideração uma zona segura no norte da Síria. Conselheiros próximos ao
presidente Obama estão a favor, mas ele está preocupado que talvez não tenha
o apoio da opinião pública. É aí onde entramos.
Vamos mostrar a ele
que não queremos um mundo que apenas observe a um ditador usar armas químicas
contra famílias inteiras na calada da noite. Queremos ação.
Um
trabalhador humanitário disse: "queria que o mundo pudesse ver o que vi
com meus olhos. É de partir o coração para sempre”. Vamos mostrar que o
mundo se importa – assine para apoiar uma zona de exclusão aérea que permita
salvar vidas:
Não
foi a primeira vez que Assad usou armas químicas contra seu próprio povo. Mas
este ataque aconteceu poucos dias depois do Conselho de Segurança da ONU aprovar
uma resolução que condena o uso do gás de cloro na Síria. O Conselho ameaçou
tomar medidas adicionais no caso da violação: ou seja, a hora é agora!
Uma zona aérea segura, imposta pelos Estados Unidos, Turquia, Reino
Unido, França e outros países é uma etapa modesta que pode desacelerar o
conflito e ajudar a deter o massacre de civis. Não levaria o Ocidente a uma
guerra em solo. Peritos dizem que as forças armadas sírias não conseguiriam
desafiar uma zona de exclusão aérea.
Enquanto Assad tiver controle do
espaço aéreo, ele continuará achando que pode ganhar esta guerra brutal por meio
do bombardeio de comunidades até que elas se subjuguem a ele. Mas se apoiarmos a
zona de exclusão aérea, os bombardeios podem parar: vamos mostrar a Obama que
queremos proteger civis. Acrescente seu nome agora:
Os números são intoleráveis – mais de 210 mil mortos, 50% da
população expulsa de casa, 36% dos hospitais destruídos e quase 4 mil escolas
despedaçadas. Há anos nossa comunidade faz campanhas para apoiar os sírios em
seu esforço pela sobrevivência. Vamos fazer isso outra vez, agora.
Com
esperança,
Equipe da Avaaz
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quinta-feira, 19 de março de 2015
“É de partir o coração para sempre”
Coisas para se dizer "Benza Deus!"
Esta semana o estado do Rio Grande do Norte se viu sitiado. Mais pelos boatos virtuais e menos pelas verdadeiras ações criminosas ordenadas do interior de Alcaçuz.
Verdade que queimaram alguns ônibus na Grande Natal, que amotinados vitimados pela miséria de um sistema prisional falido danificaram algumas celas e mostraram que o estado é incapaz de governar.
Agora, incendiar o maior shopping da capital, destruir a ponte da Redinha, a arena das águas, cortar o cajueiro de Pirangi ... tenha dó! Só mesmo os nativos do Zapzap e Facebook ...
De lado as mazelas virtuais, a Polícia Militar do RN conta com um efetivo de mais de 9.000 policiais em seus quadros. Somados aos profissionais da PM o RN conta, ainda, com a Polícia Civil. Profissionais conhecedores da realidade e habituados ao dia a dia da segurança pública potiguar.
Diga-se de passagem que esse efetivo policial, segundo o entendimento do governo, não estaria sendo capaz de debelar os motins e controlar os ataques promovidos pelos amotinados.
Qual a solução inteligente? Trazer 200, isso mesmo, os 200 de Brasília para "tomar conta" do estado.
Ao apagar dos holofotes da imprensa, os 200 de Brasília se vão e a limpeza ficará para os trabalhadores na segurança pública potiguares.
Como dizia o poeta, "Isso é coisa para se dizer benza Deus"
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segunda-feira, 16 de março de 2015
Onda de motins e ataques a ônibus apavoram a população de Natal
A polícia tenta conter os conflitos e o governador do Estado, Robson Faria, decretou situação de calamidade no sistema prisional e ainda não se tem contabilizados os prejuízos.
Empresas de ônibus recolheram seus transportes às garagens e estudantes tiveram que abandonar as aulas mais cedo temendo por sua segurança no retorno para casa.
É crítica a situação da segurança no Rio Grande do Norte.
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Fotografia: Tribuna do Norte
Justiça condena Levy Fidelix a pagar R$ 1 milhão por declaração contra gays
A Justiça condenou o então candidato à Presidência Levy Fidelix (PRTB) a umaR$ 1 milhão por danos morais devido a declarações feitas em debate eleitoral, no ano passado.
A ação foi aberta pela Defensoria Pública de São Paulo. Cabe recurso da decisão.
Fidelix associou a homossexualidade à pedofilia e afirmou que gays precisam de atendimento psicológico "bem longe daqui".
A condenação, que também atinge o PRTB, exige que seja feita uma retratação em rede nacional por meio de um programa com o mesmo tempo da fala do político sobre homossexualidade e no mesmo horário em que ela ocorreu.
A retratação foi concedida em caráter limitar e deve ser feita em até 30 dias após a publicação da decisão, tomada na sexta-feira (13). O valor da multa deverá ser revertido a ações de igualdade em favor da população LGBT.
As declarações foram dadas em debate ocorrido no dia 28 de setembro de 2014, na Record, após pergunta da então candidata Luciana Genro (PSOL), que citou a violência a que a população LGBT é submetida e indagou Levy sobre os motivos pelos quais os que "defendem a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo."
"Aparelho excretor não reproduz (...) Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar", afirmou.
Na réplica, Luciana defendeu o casamento igualitário como forma de reduzir a violência contra a população LGBT. Na tréplica, entretanto, Levy subiu o tom.
"Luciana, você já imaginou? O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para a avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los. Não tenha medo de dizer que sou pai, uma mãe, vovô, e o mais importante, é que esses que têm esses problemas realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo porque aqui não dá", disse.
No debate seguinte, Fidelix afirmou que tem direito à liberdade de expressão. "Em nenhum momento fiz apologia ou pedi para que as pessoa atacassem alguém. Eu tenho direito de expressar minha posição católica cristã. Não estimulei nada."
'PASSOU DOS LIMITES'
A defensora pública de São Paulo Vanessa Alves Vieira, coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da defensoria, afirma que Levy "ultrapassou o limite" da liberdade.
"Há liberdade de expressão, no entanto, ela tem limites. O limite é quando se confunde com discurso de ódio. Ele [Levy] pregou enfrentamento, estimulou que [os homossexuais] fossem tratados 'bem longe' da gente", afirmou.
A defensora classificou como desastroso o "discurso" de Levy.
Na decisão, a juíza Flavia Poyares Miranda afimrou que "não se nega o direito do candidato em expressar sua opinião, contudo, o mesmo empregou palavras extremamente hostis e infelizes a pessoas que também são seres humanos e merecem todo o respeito da sociedade, devendo ser observado o princípio da igualdade".
A reportagem não conseguiu contato com o político nem com a assessoria do partido até as 18h desta segunda.
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Fonte: Folha de São Paulo
domingo, 15 de março de 2015
População lota a Avenida Senador Salgado Filho em Natal
Neste momento toda a extensão da Avenida Senador Salgado Filho está ocupada pelo povo, sem qualquer incidente de violência.
Segundo a organização do ato, se a polícia não invadir para praticar abusos e se limitar a garantir a segurança o protesto, a tranquilidade do evento é certa.
Fotografias da Tribuna do Norte.
Rede sociais virtuais conclamam: Vem pra rua Brasil!
Pelas redes sociais virtuais manifestantes convidam para o movimento que acontece neste domingo.
Em Natal, o evento está marcado para começar às 15 horas, em frente ao shopping Midway, na avenida Salgado Filho.
Em várias partes do Brasil o povo já está nas ruas em aglomerações que se agigantam como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, entre outras capitais.
Os organizadores do evento informam que não querem a presença de partidos políticos e pedem que as pessoas levem seus parentes, filhos, amigos.
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Sexta-feira 13 (de março)
Há exatos 51 anos, em 13 de março de 1964, era realizado na Praça da República, em frente a Central do Brasil, no Rio de Janeiro, o Comício das Reformas, que contou com a participação de lideranças como João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes e Luis Carlos Prestes.
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quarta-feira, 11 de março de 2015
Dilma foi citada 11 vezes nos depoimentos de delatores da Lava Jato
de depoimentos prestados pelos dois principais delatores da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.
O ponto culminante das declarações a respeito de Dilma –de que R$ 2 milhões do esquema de propinas da Petrobras teriam sido canalizados para sua campanha presidencial de 2010— foi foco de contradição entre Costa e Youssef.
O primeiro disse que recebeu do doleiro um pedido de R$ 2 milhões em nome do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Já o doleiro disse que a solicitação não ocorreu, e que a afirmação de Costa "não é verdadeira". Mais adiante, Youssef acrescenta que Costa "pode ter se confundido sobre esse ponto".
Após analisar o conjunto de referências sobre a presidente à disposição da PGR (Procuradoria Geral da República), o procurador-geral da República Rodrigo Janot decidiu não abrir nenhuma investigação sobre Dilma.
Janot alegou estar impossibilitado, pela Constituição, de investigar Dilma acerca do escândalo na Petrobras. Em defesa de Dilma saiu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que, em entrevista coletiva concedida no fim de semana, afirmou que além da vedação constitucional não havia elementos mínimos para investigá-la.
As delações são, até aqui, as principais provas anexadas aos inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito de parlamentares federais com foro privilegiado.
DOIS MOMENTOS
Youssef e Costa foram ouvidos em dois momentos distintos. Após assinar o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras foi ouvido entre 29 de agosto e 16 de setembro de 2014 pelos investigadores da Lava Jato de Curitiba (PR).
O doleiro foi ouvido entre 2 de outubro e 25 de novembro de 2014.
Meses depois, em fevereiro passado, ambos foram reinquiridos, agora por integrantes do grupo de trabalho montado pela PGR em Brasília, com autorização do ministro relator do caso Lava Jato no STF, Teori Zavascki, e a presença de delegados da Polícia Federal.
No total, Costa assinou 102 depoimentos. Youssef, 88.
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Fonte: Folha on line
segunda-feira, 9 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
Oportunidade para pessoal da saúde
O curso SUPERA, totalmente gratuito,
é dirigido a profissionais das áreas da saúde e assistência social que trabalhem
nas redes SUAS, SUS e também em comunidades terapêuticas. O curso visa capacitar
estes profissionais discutindo diferentes modelos para a prevenção, intervenção
e encaminhamento daqueles que apresentam problemas relacionados ao uso de
álcool, crack e outras drogas,.
A capacitação é desenvolvida na
modalidade de Educação a Distância (EaD), com carga horária de 150 horas e tem
duração de três meses com início previsto para Maio de 2015. Os alunos que
concluírem o curso receberão um certificado de extensão universitária emitido
pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os alunos receberão o
material didático pelo correio no endereço cadastrado no ato da inscrição e
terão acesso às novas tecnologias EAD, com acesso aos sistemas de troca de
mensagens no portal específico do curso, acompanhamento por tutores
especializados e telefonia gratuita para dúvidas e orientações.
O curso é
parte integrante do eixo "prevenção" do programa "Crack, é possível vencer", que
prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de
saúde, assistência social, educação, justiça, segurança pública, conselheiros e
lideranças comunitárias e religiosas.
Para se inscrever e acompanhar o
curso é necessário possuir acesso à Internet e comprometer-se a participar do
curso até sua conclusão, caso seja selecionado.
Inscrições gratuitas: http://www.supera.senad.gov.br/custom/sup8/inscricao.php
Equipe
SUPERA
terça-feira, 3 de março de 2015
Está chegando ...
Movimento popular em defesa da interrupção do mandato da Presidente da República, que está sendo convocado pela rede social virtual Facebook e já conta com mais de 1 milhão de adesões.
E você, vai participar?
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‘Quem tiver que pagar vai pagar’, diz Janot sobre investigação de políticos
Brasília - Às vésperas de começar a encaminhar ao Supremo Tribunal Federal os pedidos de investigação de políticos citados como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobrás, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na noite desta segunda-feira, 2, que “quem tiver que pagar vai pagar”. A declaração foi dada a manifestantes que promoviam uma vigília de apoio a ele e às investigações da Operação Lava Jato na sede da Procuradoria-Geral, em Brasília.
Nos últimos dias, Janot evitou dar entrevistas sobre a lista de políticos suspeitos de envolvimento no esquema. Nesta segunda, porém, o procurador se deixou fotografar sorrindo enquanto segurava um dos cartazes levados pelo grupo, com a seguinte mensagem: “Janot, você é a esperança do Brasil”. Organizador da vigília, o movimento Vem Pra Rua é o mesmo que organiza para o dia 15 de março uma mobilização contra a corrupção em diversas cidades do País, na qual pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio, e quem tiver que pagar vai pagar. Nós vamos apurar, isso é um processo longo, está começando agora. A investigação começa e nós vamos até o final desta investigação”, afirmou Janot. “Se eu tiver que ser investigado, eu me investigo”, enfatizou o procurador aos manifestantes.
O grupo, que segurava velas e cartazes de apoio às investigações, apareceu na sede da procuradoria no início da noite. Eles prometeram orações em favor de Janot e seguravam cartazes com mensagens como “Libere a lista”, “O povo acredita em vossa excelência” e “Janot, não engaveta”. O procurador desceu de seu gabinete rapidamente para agradecer aos vigilantes.
A expectativa é de que os primeiros pedidos de investigação contra autoridades com foro no Supremo cheguem nesta terça à Corte. Relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki considera derrubar o sigilo de todos os pedidos de inquérito enviados por Janot, o que tornará públicos os nomes dos políticos que serão investigados formalmente. Nem todas as autoridades citadas deverão ser incluídas na primeira parte da lista de Janot. Isso porque os processos de delação premiada, assim como diligências sigilosas, ainda estão em curso. Até agora, foram citados pelos delatores do esquema políticos do PT, PP, PMDB, PSB e PSDB.
Inquéritos. As investigações da Lava Jato geraram até agora 130 inquéritos policiais, que vão resultar em novas frentes da investigação envolvendo autoridades com foro. Os “inquéritos filhotes” foram abertos apenas a partir de informações do doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava Jato. No caso da estatal, a ponta do esquema de corrupção vai se fechar a partir do pedido de abertura de inquérito ao Supremo pela Procuradoria da República contra políticos com mandato. Já foram presos os doleiros, responsáveis por lavar o dinheiro do esquema, e empresários que financiavam a corrupção.
A opção da Procuradoria de enviar ao Supremo pedidos de abertura de inquérito nesse primeiro momento tem como objetivo tornar as denúncias mais consistentes. Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, denunciar os políticos só com informações iniciais colhidas pela Polícia Federal tornaria os processos frágeis.
Um dos envolvidos nas investigações chegou a comparar o caso com a experiência do mensalão. Na época, a Procuradoria denunciou os políticos envolvidos em vez de pedir a abertura de inquérito e aprofundar a investigação. Num primeiro momento, o núcleo político foi condenado pelo Supremo por formação de quadrilha, tese que foi derrubada posteriormente pela própria Corte por considerar que a denúncia não comprovou a ocorrência desse crime.
Entre os nomes que foram citados pelos delatores da Lava Jato há políticos que perderam o foro privilegiado em razão do fim de seus mandatos. Nesses casos, o procurador-geral deve encaminhar um parecer recomendando que a investigação seja enviada à Justiça Federal no Paraná, base dos processos judiciais da Lava Jato.
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Fonte: Estadão
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Vou de Porsche .... (dançou)
A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, decidiu nesta quinta-feira (26) afastar imediatamente das funções o juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
Responsável por ações criminais contra Eike Batista, Souza foi flagrado nesta semana dirigindo um Porsche Cayenne apreendido do empresário.
Ele também deu a vizinhos a guarda de um outro carro da família de Eike, uma Range Rover, e de um piano de cauda.
Segundo a decisão de Andrighi, todos os processos referentes a Eike terão de sair da alçada de Souza, sendo redistribuídos aleatoriamente a outras Varas Federais Criminais. Para a ministra, ao utilizar os bens do réu, Souza confundiu seu papel de magistrado com o de pessoa física, provocando repercussão nacional.
O tempo do afastamento do juiz deverá ser arbitrado pelo plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que abriga a Corregedoria.
Souza poderá recorrer da decisão, talvez com um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal.
A decisão também considera que o juiz comportou-se de forma indevida ao expressar-se, em diversas entrevistas, de forma negativa sobre Eike. Para Andrighi, isso fere o Código de Ética da Magistratura, e a ministra determina que ele se manifeste de forma mais prudente daqui em diante.
A ministra havia determinado apuração do caso após a divulgação das fotos do juiz dirigindo o Porsche, na terça (24). Na sequência, ela fez uma viagem de trabalho ao Amazonas, da qual retornou na tarde desta quinta. Ao constatar que a investigação não havia andado, resolveu tomar a medida.
O juiz Souza alega que não havia nada de irregular em sua conduta em relação ao Porsche, e que apenas estava resguardando a integridade do bem apreendido como garantia em um dos processos por suposta manipulação do mercado acionário na venda de papéis de empresas de Eike -a OSX e a OGX.
Em relação ao piano, ele afirmou que inicialmente iria deixá-lo com o empresário, mas depois resolveu enviá-lo a alguém de sua confiança para a guarda.
O Tribunal Regional Federal da 2a Região, que contempla o Rio de Janeiro, informou que vai dar "imediato cumprimento à determinação da ministra".
Procurado para comentar a decisão, o juiz Flávio Roberto de Souza não foi encontrado.
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Fonte: Folha de São Paulo
O juiz e o Porsche de Eike
O presidente da Ajufe, associação que representa os juízes federais, Antônio César Bochenek, reclama que os magistrados viraram alvo de "piadinhas" por causa do colega flagrado no Porsche do empresário Eike Batista.
Ele fez o desabafo à Folha após receber, em seu celular, uma série de fotomontagens ironizando o juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara Federal Criminal do Rio.
O magistrado foi fotografado ao volante de um carro de luxo que ele mesmo mandou apreender. Os carros deveriam ir a leilão para quitar dívidas do ex-bilionário.
"Isso é muito ruim", disse Bochenek sobre o uso do Porsche. "Você vai dar a notícia que aconteceu isso. O receptor da notícia vai fazer piadinhas. Foge do nosso controle."
O presidente da Ajufe se irritou com a declaração de Souza de que é "É absolutamente normal, pois comuniquei em ofício ao Detran que o carro estava à disposição do juízo. Vários juízes fazem isso. Ficou guardado em local seguro, longe do risco de dano, na garagem do meu prédio, que tem câmeras. Não foi usado, apenas levado e trazido. Nada foi feito às escuras. Está documentado."
"Isso não é verdade. Generalizar que todo juiz faz isso, nós não concordamos", afirmou.
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Fonte : Folha on line
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Casal gay conta história de adoção do filho, rejeitado por três casais heterossexuais: “Acharam ele muito feio e negro demais”.
No fim de outubro, terminado o segundo turno das eleições, um telefonema de um dos grupos de adoção empenhados na busca ativa de pais para crianças em abrigos nos avisou. Havíamos sido habilitados pela Vara de Família do Rio em julho e, três meses depois, uma criança que se encaixava em nosso perfil estava num abrigo numa pequena cidade no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Partimos, com os corações aos pulos, eu e meu companheiro de 12 anos, numa viagem que nos pareceu interminável até Capelinha, cidade no Norte de Minas onde fica o Abrigo Lar Mamãe Dolores. Trata-se de uma jornada de avião até Belo Horizonte, outro voo até Montes Claros e quatro horas de carro alugado até Capelinha.
Durante a jornada, dentro do carro – e são 252 quilômetros entre Montes Claros e Capelinha – nossas cabeças doíam na expectativa do que poderia acontecer: será que ele vai com a cara da gente? E se ele não gostar de dois pais? Entre as intermináveis plantações de eucalipto que margeiam a rodovia estadual MG-308, a ansiedade só fazia crescer. Depois da ida à Justiça local, da visita ao advogado que daria entrada no pedido de guarda provisória, chegou a hora de conhecer o moleque.
O Lar Mãe Dolores é um abrigo simpático e simples para uma cidade paupérrima como Capelinha. PH estava lá: um menino de quatro anos que foi se aproximando desconfiado, mas que depois de 15 minutos, já estava brincando alegremente de carrinho com a gente. Nossos corações se encheram de esperanças, era emoção demais, carência demais de um lado e do outro, vontades súbitas de cair em prantos a troco de nada.
Negligenciado pelos pais alcoólatras, PH foi parar no abrigo aos dois anos de idade quando a mãe morreu (aos 28 anos) de complicações do vício. O pai decidiu que não queria mais criar o filho. Seis meses depois, uma mulher solteira em São Paulo o pegou para adoção, mas acabou denunciada pelo próprio irmão e por uma vizinha por maus tratos, obrigando a Justiça intervir, devolvendo-o de novo ao abrigo. Mais uma rejeição.
Antes de nós, três casais heterossexuais já haviam visitado PH no abrigo e também o rejeitaram: dois porque o acharam “muito feio”. O terceiro porque, para eles, PH era “negro demais”. Hoje, nós completamos quatro meses com ele no Rio, em nossas vidas. Ele está num pré-escolar, frequenta aulas de natação e ginástica e não poderia estar mais feliz com as novidades da nova vida. É um exercício especial de paternidade, aquela busca delicada entre dar a ele a sensação de pertencimento e acolhimento que ele precisa numa família que nunca teve e os limites que um menino de (agora) cinco anos precisa num momento em que testa tudo em relação à autoridade dos pais. Precisamos dar amor e ensinar o que é amor. Mas precisamos educar. Não faz parte de nosso planos criar um pequeno tirano. Como diz uma amiga: ser pai é a arte de dizer não. Mas não é assim em todas as famílias?
Toda essa história que aconteceu nos últimos meses e virou a minha vida – e a de meu companheiro – de cabeça para baixo, com um final mais do que feliz e que pode ser conferido por todos os amigos que nos cercam, é apenas para deixar claro o seguinte: nós – eu, meu companheiro, nosso filho PH, nossos dois gatos e nosso cachorrinho – somos uma família como qualquer outra família do país.
Esta colocação tem uma razão: a tentativa do inominável deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e membro da bancada evangélica que se esmera como pode pela medievalização do país, decidiu ressuscitar o Estatuto da Família, que restringe a casais heterossexuais a adoção de crianças, entre outras medidas, como a proibição irrestrita do aborto. Isso num momento em que há farta literatura científica provando que crianças criadas por casais homossexuais não diferem em nada de crianças criadas por casais heterossexuais.
Portanto, os fundamentos de Cunha – o mesmo que começou sua carreira política de conchavos ao ser nomeado presidente da finada Telerj, ainda no governo de Fernando Collor de Melo (o que dá bem a ideia da trajetória política do deputado) – são meramente religiosos. E aí voltamos às intermináveis tentativas da bancada evangélica de acabar com a laicidade do Estado, transformando-o numa interpretação tosca e manipulada da Bíblia protestante.
Não, deputado Eduardo Cunha. O senhor não tem o direito de determinar o que é família num mundo em transformação e num país onde o percentual de famílias chefiadas por mulheres passou de 22,2% para 37,3%, entre 2000 e 2010, segundo dados mais recentes do Censo Demográfico de 2010. Isso não torna as adoções lideradas por casais homossexuais mais perfeitas ou melhores que as adoções feitas por casais heterossexuais. Simplesmente não há diferença constatada por qualquer estudo científico sério.
O que o Estatuto da Família faz é dar aos casais heterossexuais o monopólio da criação “perfeita” de filhos, quando todos nós conhecemos casais heterossexuais cujos filhos são desajustados ou simplesmente maus. O noticiário está aí cheio de exemplos de rapazes e moças que atropelam e matam pessoas sem prestar socorro. Ou bandos de jovens de classe média bem criados cuja maior diversão é tacar fogo em mendigos ou bater e espancar prostitutas, gays e nordestinos.
Não, deputado Eduardo Cunha. A paternidade virtuosa não é um monopólio da heterossexualidade. E caso a sua religião não pregue a tolerância, preste atenção num fato muito simples: toda a criança adotada por um casal de gays ou de lésbicas foi abandonada/espancada/negligenciada por um casal heterossexual, esse mesmo que o senhor julga serem os únicos capazes de criar filhos “normais”.
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Fonte: Estadão
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Eu tenho vergonha de (ter votado em) Dilma
Não tenho a menor dúvida de que o governo Lula trouxe enormes conquistas psicossociais. Só não o ajudei a se reeleger porque meu feeling era de que a corrupção estava rolando solta, e com a conivência dos altos escalões
Nunca esqueci minha inquietação quando a responsabilidade de José Dirceu no caso de corrupção de seu assessor, Waldomiro Diniz, ainda em 2003, no início do governo, foi varrida pra baixo do tapete. Eu me perguntava o porquê do próprio Dirceu não ser demitido. Eu não sabia de nada, inocente.
Quando votei em Dilma, na primeira eleição dela, achava que no embate eleitoral em 2010 com Marina ela teria se qualificado. Teria entendido que não era oba oba (“mãe do PAC”, essas bobagens de marqueteiro) mas a continuidade do processo, com alguma necessária depuração. Achava que a ideia de uma “mãe severa” não era de todo maluca; que o arquétipo do tiozão benévolo, ajuntador e complacente do Lula estava mesmo precisando de um contraponto moralizador.
O que até pareceu funcionar no início do governo dela, quando ministros caiam como moscas, por corrupção, sem que ninguém estivesse fazendo nenhum grande esforço em derrubá-los (foram sete ministros saindo do governo em menos de um ano, sendo que um só deles, Nelson Jobim, por questões políticas “normais” – esse saiu atirando em Dilma). Se o PT tivesse encarado o processo do mensalão não como uma ofensa, mas como a oportunidade de purga, de mandar um monte de pilantra para o chuveiro, o partido estaria hoje em outra situação (como eu escrevi aqui, há quase um ano, em Joaquim Barbosa, benfeitor do PT, mas o PT não notou).
Conto tudo isso porque, com toda a vergonha que senti de Dilma e por Dilma, de lá pra cá (tentei fazer um balanço aqui, no texto Dilma está errando porque não tem como acertar), um limite acaba de ser ultrapassado. É quando a presidente surge depois de praticamente dois meses de silêncio e o melhor que tem a dizer é que Fernando Henrique não investigou a corrupção na Petrobrás em… 1996 ou 1997, no século passado.
Ora bolas. Uma parte considerável dos eleitores simplesmente não se lembra bem do governo Fernando Henrique, ou porque era uma muito jovem, ou porque está muito velho, ou porque não tem essa curiosidade e memória política toda. Portanto, petistas virem esgrimir argumentos como o de que o governo FHC foi o mais impopular da história das pesquisas não significa simplesmente nada. Para quem tem memória, curiosidade e conhecimento político, o governo FHC não foi nem de longe o pior, nem sequer da história recente (que inclui Collor e Sarney). E, de resto: a) deu as bases do que seria a política ecômica no governo Lula; b) foi sucedido pelo PT exatamente para que os aspectos perversos do processo psicossocial continuassem a ser depurados.
Essa fala olímpica (“olímpica” aí é um eufemismo para “totalmente descabida”) de Dilma não é a de uma ministra de Lula, a de sua sucessora na presidência, e a de presidente do conselho de administração da Petrobrás quando o ato isolado mais suspeito da história da empresa, a compra da refinaria de Pasadena, foi concretizado, como o ex-presidente Fernando Henrique foi praticamente obrigado a lembrar.
A coisa é tão sem-noção que FHC pode ser quase elegante na nota que publicou, dizendo quando muito que Dilma “deveria em vez de tentar encobrir suas responsabilidades jogando-as em mim (…), fazer um exame de consciência e assumir que pelo menos foi descuidada e (…) aguardar com mais serenidade”. FHC, comprador descarado de votos para a emenda da reeleição, e comandante das privatizações suspeitas, está ficando bem na fita (vide o meme que ilustra esta postagem).
O problema é que, ao longo de seu governo, Dilma não só adquiriu uma “flexibilidade” petista para com a picaretagem, como ao mesmo tempo continua querendo posar de salvadora e moralista – sem ter nem a habilidade de jogo nem o “corpo fechado político” que Lula já teve. Para se agarrar ao poder, Dilma está conseguindo fazer uma síntese do pior de dois mundos, a covardia conivente por um lado, e o moralismo cocoroca de comadre de bairro por outro. Não que o país não continue precisando de uma moralizada – mas de verdade.
Em política, a habilidade requerida é fazer costuras sempre, por um lado, e de promover rapidamente rupturas quando são absolutamente necessárias, por outro. É exatamente o contrário do que o governo Dilma está fazendo. Essa infantilidade de “jogar a culpa no outro” é uma sequência lógica de ter adiado o máximo possível a demissão de Graça Foster, de ter inspirado o conselho da Petrobrás a publicar um balanço sem incluir os números (qualquer número) das perdas com corrupção, ou seja, de adiar o inadiável, de sustentar uma fantasia de poder que já está em frangalhos.
Não nos enganemos, monstruosidades como o novo presidente da câmara, Eduardo Cunha, são um produto direto da gestão do PT – e não de toda a sociedade. Quem consegue extrair, “genialmente”, o pior do PMDB (e o pior do PMDB é bastante ruim) é essa presidente isolada, não só de quase todas as forças políticas, mas também de um mínimo de bom senso e habilidade (o pobre Temer e o pobre Lula não sabem o que fazer). E agora, ao que parece, isolada também da realidade. Eu não tenho vergonha de ter votado em Dilma porque ela é corrupta (nem sei se é). Eu tenho vergonha de ter votado em Dilma porque ela é nada, e preside coisa nenhuma. Mais do que um impeachment, ela talvez precise de um diagnóstico.
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Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/alex-antunes/eu-tenho-vergonha-de-ter-votado-em-dilma-225200767.html
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Ministro da Justiça é acusado por revista de pedir para executivo não fazer delação
BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu a advogados contratados pela UTC que o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora, não fizesse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, segundo reportagem da revista Veja deste fim de semana.
A UTC é uma das empresas cujos dirigentes foram presos na sétima fase da operação. O sócio e ex-presidente da construtora, Ricardo Pessoa, cumpre prisão preventiva em Curitiba.
Na semana passada, o ministro admitiu ter se encontrado com o advogado Sérgio Renault, contratado pela UTC. Cardozo afirmou, contudo, que o encontro foi casual e eles não trataram da Lava Jato.
A revista relata pontos que Pessoa estaria disposto a revelar à Justiça caso seu pedido de colaboração premiada seja aceito.
Segundo a reportagem, a UTC garante ter R$ 600 milhões a receber por serviços já prestados à Petrobrás e vem pressionando interlocutores do PT para conseguir a liberação do dinheiro. Por isso, a empresa procurou Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e braço-direito do ex-presidente, conforme revelou o Estado.
Doações. Conforme a Veja, Pessoa pretende relatar também em eventual delação premiada que deu R$ 30 milhões desviados da Petrobrás a candidatos do PT nas eleições do ano passado. A maior parte do valor, contudo, teria sido repassada por meio de doações legais.
A revista relata que o executivo diz que se considera amigo do tesoureiro petista João Vaccari Neto - investigado na Lava Jato - e que a pedido dele doou R$ 10 milhões para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. A reportagem cita ainda o ex-tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, que, segundo o empreiteiro, está "preocupadíssimo" pois saberia a origem do dinheiro que abasteceu a campanha presidencial.
Outro ponto que Pessoa estaria disposto a revelar é uma ajuda financeira para que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pagasse despesas pessoais. Em 2011, após ser procurado por Vaccari, a UTC simulou um contrato de consultoria com o ex-ministro e repassou R$ 2,3 milhões a Dirceu - que atualmente cumpre pena domiciliar pela condenação no mensalão.
Wagner. De acordo com Veja, o esquema de corrupção financiou também camapanhas ao governo da Bahia do atual ministro da Defesa, Jaques Wagner. Conforme a reportagem, um auxiliar de Pessoa disse à revista, sob condição de anonimato, que "Ricardo pode destruir Wagner" se revelar tudo o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal.
O ministro, por meio de sua assessoria, chamou de "ilação" a notícia. "Lamento a ilação dando conta de que eu teria recebido doação da empresa UTC, do senhor Ricardo Pessoa, de forma clandestina", afirmou. "É uma frase inócua. Minha vida política está consolidada em três eleições para deputado federal e duas vitórias em primeiro turno para governador da Bahia", argumentou o ministro, ao lamentar que as informações tenham sido publicadas "com base em uma delação premiada que ainda não existiu".
Wagner disse que todas as doações para suas campanhas "foram declaradas e as prestações de contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral". O ministro negou que tenha recebido contribuição da UTC na disputa de 2006, quando concorreu pela primeira vez o governo da Bahia, mas confirmou a doação da construtora na campanha pela reeleição, em 2010.
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Fonte: Estadão
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