sábado, 8 de setembro de 2012

MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO

A Marcha contra a Corrupção aconteceu nesta sexta-feira, 07, e levou à Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra, centenas de pessoas para protestar pelo fim da corrupção no país.

A Marcha aconteceu simultaneamente em várias cidades do Brasil.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Abraham Lincoln

"Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa é a proposta de um ser humano integral."


Paulo Coelho (Manuscrito encontrado em Accra)

........"Na desesperada intenção de dar sentido à vida, muitos começam a buscar a religião, porque uma luta em nome da fé sempre parece justificar algo grande, que pode transformar o mundo. 'Estamos trabalhando para Deus', dizem a si mesmo.
........E se transformam em devotos. Em seguida se transformam em evangelistas. E por fim se transformam em fanáticos.
........Não entendem que a religião foi feita para compartilhar os mistérios e a adoração - jamais para oprimir e converter os outros. A maior manifestação do milagre de Deus é a vida"

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Você sabia?

Você sabia que existe um Programa da Prefeitura chamado Remédio em Casa e que, desde 2010, entrega medicamentos diretamente nas residências de pessoas idosas e com deficiência?

Você recebeu o seu?

Exija o seu direito!

Veja aqui os termos da Lei:

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU
GABINETE DA PREFEITA
            Rua 26 de julho, nº 08, centro, São José de Mipibu/RN
Fone (0XX84) 3273-2514 – CEP 59.162-000
CNPJ 08.365.850/0001-03


Lei nº 959/2010-GP/PMSJM

 

Autoriza o Poder Executivo a instituir o “Programa Remédio em Casa”.


 

O PREFEITO MUNICIPAL, EM EXERCÍCIO, DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU, Estado do Rio Grande do Norte, no uso de suas atribuições legais, e nos termos da Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:


Art. 1º - Fica o Poder Executivo autorizado a instituir o “Programa Remédio em casa”, com o objetivo de encaminhar, diretamente à residência das pessoas idosas, com mais de 65 anos (sessenta e cinco) anos de idade, das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, das pessoas portadoras de doenças crônicas, usuárias do SUS – Sistema Único de Saúde, os remédios de uso contínuo que lhes forem prescritos em tratamento regular.

Art. 2º - Além da comprovação das situações pessoais estabelecidas no art. 1º, os interessados em obter os benefícios do “Programa Remédio em Casa” deverão demonstrar o preenchimento das seguintes condições:

I - que residem no município de São José de Mipibu/RN;

II - que estão regularmente cadastrados junto à Secretaria Municipal de Saúde.

Art. 3º - A implementação do “Programa Remédio em Casa” será efetivada pelo Poder Executivo Municipal, diretamente ou através da Secretaria Municipal de Saúde.

Art. 4º - As despesas decorrentes da implementação desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 5º - O Poder Executivo fica, ainda, autorizado a expedir as instruções necessárias ao fiel cumprimento da presente Lei.

                            Art. 6º - Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

São José de Mipibu/RN, 27 de dezembro de 2010.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012

REVOLTA DO BUSÃO: estudantes voltam a protestar contra o aumento do preço da tarifa de ônibus

Estudantes ocuparam as ruas de Natal nesta terça-feira, 04, em protesto contra o aumento da passagem de ônibus.


As manifestações tiveram início nesta manhã e agora à tarde estudantes de várias partes da cidade e do estado se reuniram nas imediações do Shopping Via Direta com palavras de ordem, bandeiras, faixas, apitos, pedindo a redução do preço da passagem que consideram abusivo.


A juventude literalmente parou o trânsito e os caras pintadas voltaram para mostrar a força do povo.


Uma tarde plena de democracia e participação popular! A juventude exigindo seus direitos.


De acordo com os organizadores as manifestações vão continuar acontecendo até que o governo se manifeste.

CARTA ABERTA QUANTO À OBRA VIÁRIA PROJETADA PARA A AV. ENGENHEIRO ROBERTO FREIRE


CARTA ABERTA QUANTO À OBRA VIÁRIA PROJETADA PARA A AV. ENGENHEIRO ROBERTO FREIRE
As entidades abaixo assinadas vêm, perante toda a sociedade e representantes dos poderes públicos, manifestar sua grande preocupação quanto ao projeto viário de responsabilidade do Governo do Estado do RN (denominado reestruturação da Av. Roberto Freire), conforme Matriz de Responsabilidade assumida perante o Governo Federal.

Conforme notícias postas na imprensa local, o referido Projeto se constitui de um trecho entre o viaduto da BR-101 e a feirinha de artesanato do Conjunto de Ponta Negra, englobando 4km de via (que passará a ser expressa), construção de ciclovias, passarelas, calçadão e três túneis (o maior deles com quase 1.200 metros)1. Também noticia a imprensa local que: a) a obra custará R$ 221,7 milhões aos cofres públicos (a serem pagos mediante empréstimo contratado pelo Governo do Estado do RN); b) o Exército já cedeu área de 35.048,43 m² do imóvel próprio nacional para a realização daquela intervenção viária; c) essa área corresponde a faixa de 30 metros de área no Parque das Dunas; d) já foi concedida licença prévia para a obra e; e) no próximo dia 6 de setembro será realizada uma audiência pública para apresentação dos projetos à população.

Diante desses fatos, vimos alertar para os seguintes fatos, que devem merecer a urgente atenção dos Poderes Públicos e da sociedade, no sentido de resguardar o respeito à legalidade e a legitimidade do Projeto.

1. Como obra de grande repercussão na cidade, o projeto da reestruturação da Av. Eng. Roberto Freire deve obrigatoriamente atender às normas que guiam todas as intervenções viárias na cidade, como a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal n.12.587/2012), o Estatuto da Cidade (Lei Federal n.10.257/2001) e o Plano Diretor de Natal (Lei Complementar n.82/2007). Em todas essas leis, se coloca o direito do usuário de participar do processo de planejamento e avaliação da Política de Mobilidade; o que significa dizer que as opções escolhidas pelo administrador quanto aos projetos de mobilidade que pretendam implantar devem contar com a participação prévia da população. Em sendo assim, completamente equivocado é o entendimento do Governo do Estado do RN ao entender que a participação popular deve ocorrer em uma audiência pública (agendada para o próximo dia 6 de setembro) para que a população apenas conheça o projeto. Nesse sentido, requeremos que, até que haja uma ampla discussão pública sobre o Projeto já definido pelo Governo do Estado, sejam suspensas todas as providências voltadas à execução do mesmo, especialmente junto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério da Cidade, englobando a suspensão dos procedimentos voltados à licitação da obra.

2. Segundo informações obtidas através da imprensa, a obra viária irá adentrar em área ambientalmente protegida, como é a Zona de Proteção Ambiental 2, que engloba o Parque das Dunas, “Unidade de Conservação de Proteção Integral”, cadastrada como “Posto Avançado da Mata Atlântica” e considerada como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – Fase IV – Região Nordeste, pela UNESCO. A utilização de qualquer área no interior desse espaço ambientalmente protegido deve estrita obediência ao que dispõe a Constituição Federal (art.225, §1º, inc.I)2, a Lei Federal n.9985/2000 (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), a Lei n.11.428/2006 (Lei da Mata Atlântica), às normas estaduais (Decreto nº 7.538/1979; Decreto n.10.388/1989 alterado pelo Decreto n.11.611/93 e Decreto n.13.500/97), além do Lei Complementar n.82/2007 (Plano Diretor). Para citar apenas uma restrição legal ao uso permissivo daquela área ambientalmente protegida, registra-se que o Plano Diretor de Natal, em seu artigo 19, §3º, proíbe qualquer construção em Zonas de Proteção Ambiental enquanto não houver sua regulamentação. Como sabemos, a ZPA-2 ainda não foi regulamentada pelo Poder Público Municipal, não podendo se entender que a regulamentação do Parque das Dunas venha a suprir tal omissão.

3. Neste contexto, se constata que, a exemplo dos projetos de mobilidade de responsabilidade do Município de Natal, o Projeto de Reestruturação da Av. Eng. Roberto Freire, também foi formulado, de forma tecnocrática, sem considerar a necessidade de investigação sobre alternativas locacionais e tecnológicas, como prevê a legislação aplicada ao licenciamento ambiental, e, ademais, esquivando-se, deliberadamente, de ouvir, como exige o Plano Diretor, os órgãos colegiados que integram o Sistema de Planejamento e Gestão Urbana do Município, instituído pelo art. 93 do Plano Diretor de Natal, formado pelo Conselho da Cidade do Natal – CONCIDADE, Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente – CONPLAM, Conselho Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos – CMTTU, e o Conselho Municipal de Saneamento Básico – CONSAB, destinados a assegurar a gestão democrática preconizada na ordem urbanística constitucional e legal. No âmbito estadual também não foram ouvidos o Conselho da Mata Atlântica, o Conselho da Reserva da Biosfera e o CONCIDADE Estadual; que, constituindo-se de (importantes) órgãos de controle social, possuem a mesma função de garantir a legitimidade das políticas e ações de natureza pública.

Como se vê, não se pode entender que apenas a cessão, por parte do Exército, e a realização de uma audiência pública para apresentação do projeto da reestruturação da Av. Eng. Roberto Freire venha dotar o mesmo da legalidade e legitimidade exigidas para a sua implementação; questões que poderão inviabilizar a execução dessas intervenções.
Para que não pairem dúvidas sobre os objetivos desta manifestação, as entidades subscritoras desta Carta afirmam textualmente: queremos que a Copa 2014 traga um legado positivo para Natal; queremos contribuir efetivamente para a construção desse legado e acreditamos que ainda há tempo para ajustar o projeto, tornando-os legítimos e coadunados com a ordem urbanística vigente, levando a que a cidade ganhe as melhorias urbanas que tanto necessita e que a democracia seja respeitada e fortalecida.

Natal, setembro de 2012

COMITÊ POPULAR COPA 2014 NATAL-RN
ASSOCIAÇÃO POTIGUAR DOS ATINGIDOS PELAS OBRAS DA COPA – APAC
ESCRITÓRIO POPULAR – LIÇÕES DE CIDADANIA/UFRN

FIM DA ROUBALHEIRA


Irmãos e irmãs,

Em apenas 24 horas, os deputados vão votar uma proposta sobre os arcaicos e injustos 14º e 15º salários que eles pagam a si mesmos. Essa vantagem eleva-se à quantia de R$32 milhões por ano, mas podemos acabar com isso. 

Amanhã, 35 deputados da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) devem considerar a redução desse pagamento, mas por medo da reação pública se forem vistos enchendo seus próprios bolsos, eles planejam ficar longe do Parlamento para garantir que a votação não ocorra. Somos a maior comunidade de campanhas online no Brasil, e se jogarmos luz sobre essa votação e construirmos uma petição enorme, podemos dar um fim a esse privilégio injustificado agora. 

Precisamos que apenas 17 deputados apareçam para a votação. No caso da Ficha Limpa, mostramos que quando legisladores se dão conta de que as pessoas estão lhes observando como falcões, podemos garantir que eles priorizem o interesse nacional, acima de seus próprios interesses. Nossas mensagens serão entregues diretamente aos deputados e quando alcançarmos 50 mil mensagens, vamos aumentar nossa pressão por meio da mídia. Assine a petição e compartilhe com todas as pessoas que você conhece: 


Queremos que nossos representantes públicos recebam um pagamento adequado, mas esse beneficio não faz nenhum sentido nos dias de hoje: foi instituído em 1945 para cobrir os gastos com o deslocamento das famílias para a antiga capital. Atualmente os parlamentares já recebem ajuda financeira para cobrir suas viagens entre Brasília e seus estados de origem, além de um auxílio-moradia de R$ 3.000 por mês.

Até agora, os deputados conseguiram se safar usando estratégias regimentais para adiar a votação, e garantindo que continuassem a receber dois pagamentos a mais que quaisquer outros trabalhadores brasileiros. Vamos exigir que acabem com esse privilégio. 

Temos apenas 24 horas. Assine a petição agora e exija que os deputados da Comissão de Finanças e Tributação (CTF) acabem com esse privilégio injustificado, e conte a todos os seus amigos e familiares: 


No Brasil, a Avaaz ajudou a construir um vasto movimento de combate à corrupção e desafiar deputados a votarem a favor da Lei da Ficha Limpa. Vamos nos unir mais uma vez, exercitar nossa cidadania e forçar nossos deputados a tratar a si mesmos como cidadãos comuns. 

Com esperança e determinação, 

Equipe da Avaaz 

sábado, 1 de setembro de 2012

Caicó na Folha de São Paulo

O Jornal Folha de São Paulo publicou neste sábado matéria sobre notas de três reais (R$ 3,00) que foram encontradas na cidade de Caicó, RN.

A Folha trata o episódio como um caso de falsificação de dinheiro e relata que foram encontradas 37 notas por um morador que entregou à polícia.

O que fica evidente é que ainda não existem notas de R$ 3,00 no Brasil e, portanto, não haveria possibilidade de falsificação de uma nota que não existe.

Das duas uma. Ou o repórter se equivocou com o termo ou o autor e candidato a falsário era realmente muito desprovido de inteligência.
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(Fotografia: Folha.com)

Onde está a juventude mipibuense?

Os principais meios de mídia da capital, Natal, noticiaram a "REVOLTA DO BUSÃO", quando milhares de estudantes se reuniram e literalmente pararam as ruas da cidade para reivindicar a redução do preço da passagem de ônibus.

Em São José de Mipibu as empresas, sem exceção, tratam os passageiros com verdadeiro desprezo. Abusam da boa fé e da paciência daqueles e daquelas que pagam e não têm direito ao transporte digno.

E a pegunta que fica no ar é:

- Você viu, alguma vez na sua vida, filhos ou filhas dos candidatos a prefeito em um ônibus, ou mesmo na fila para subir em um?

Onde está a juventude mipibuense?
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(Fotografia: Tribuna do Norte)

Quem envergonha mais São José de Mipibu?

Quem envergonha mais São José de Mipibu?

a) A mendicância e drogaditos vitimados pelo crack e outras drogas que se amontoam por toda a cidade;

b) A corja de políticos "fracos, medrosos e medíocres" que, incompetente, deixou a cidade chegar a este ponto e nunca teve coragem para enfrentar seus problemas;

c) Não sei.

Responda a enquete clicando em uma das opções ao lado.
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TRIBUNA POPULAR

"Precisamos desse juiz aqui em São José de Mipibu!"
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Juiz se antecipa ao TSE, cria blog e exige transparência de candidatos nas eleições

Antes mesmo do Tribunal Superior Eleitoral divulgar dados dos doadores que financiam as campanhas, Márlon Reis, um dos idealizadores da Ficha Limpa, já havia adotado a medida em João Lisboa e nas cidades de Senador La Rocque e Buritirana, no interior do Maranhão. Magistrado virou referência na busca pela transparência no processo eleitoral.

Em João Lisboa (a 625 km de São Luís), um juiz eleitoral se tornou sinônimo de luta para tentar tornar as campanhas dos candidatos mais transparentes. Um dos idealizadores da ação popular que resultou na Lei da Ficha Limpa e professor de direito eleitoral, Márlon Reis criou um blog e exigiu que os candidatos das três cidades que estão sob sua jurisdição divulgassem quem são os financiadores das campanhas.

Na pequena comarca do sul do Maranhão, o Estado mais pobre do Brasil, Reis foi o primeiro juiz do país a baixar a medida, com base na Lei de Acesso à Informação, determinando que as duas prestações de contas parciais dos candidatos informem os nomes e dados dos doadores.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotou o mesmo modelo e, no último dia 24, publicou, com base no mesmo argumento do acesso à informação, os dados das doações de todos os candidatos a prefeito e vereador do país. Até então, os candidatos e as campanhas só eram obrigados a revelar tais dados após o pleito.

Para garantir a publicação das prestações de contas em seis de agosto, Márlon criou um blog em um site público, já que, até então, o sistema da Justiça Eleitoral não permitia tal divulgação.

“O que ocorreu é que Lei de Acesso à Informação, que é mais recente, revogou o dispositivo da Lei Eleitoral que omitia esses dados. E eu baixei um provimento informando isso aos candidatos”, explicou. O mesmo argumento foi usado pela presidente do TSE, Carmen Lúcia, para defender a liberação dos dados ainda durante as campanhas eleitorais.

“Eles [do TSE] pegaram a repercussão da decisão que eu e outros juízes começamos a baixar pelo país. Não tenho dúvida que foi uma decorrência da nossa ação, que teve grande repercussão nos meios de comunicação. Tanto que usaram os mesmos fundamentos jurídicos. Eu passei o fim de semana em estado de graça, ao saber que o TSE seguiu a mesma linha”, disse Reis.

Mais transparência

Mas engana-se quem pensa que o juiz se dá por satisfeito. Um novo provimento baixado nesta quinta-feira (3) deve tornar a prestação de contas ainda mais clara para eleitor e órgãos de fiscalização.

“Com a revelação dos números apareceu outro problema: muitos candidatos estão usando os partidos políticos para omitir dados. Isso ocorreu no país inteiro, especialmente nas grandes cidades. Não basta dizer que o dinheiro veio do partido. O novo provimento é para que os candidatos informem de onde veio o dinheiro do partido, pois ele não brotou do chão e tem que ter uma fonte declarada", disse.

Além de Márlon Reis, outros 12 juízes dos Estados do Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Tocantins e Paraná, além do Maranhão, baixaram medidas similares no mesmo dia, com o mesmo conteúdo.

Reis exemplifica onde estaria o problema: “Tem candidato que recebeu até R$ 2 milhões do partido. Só que os partidos não têm essa verba. O que acontece é que os partidos vão atrás do dinheiro, conseguem, mas sem vincular os nomes dos verdadeiros doadores. As empresas doam ao partido, que repassam ao candidato. É fraude. Os partidos só vão prestar contas em abril do próximo ano, o que impossibilita uma ação eleitoral, em caso de irregularidade.”

O juiz explica que o candidato que não prestar contas de forma correta –e com a inclusão da origem do dinheiro repassado pelo partido— poderá perder o cargo, caso seja eleito.
“Se eles não prestarem a informação completa, vão incorrer em um ato ilícito. Isso está dito no novo provimento. Eles têm de informar, sob pena de terem as contas rejeitadas.”

Para Reis, a questão da informação sobre os dados de quem doou é crucial para o eleitor e órgãos de fiscalização. “A nossa ideia é que as doações façam parte do debate eleitoral. Esse mecanismo é fundamental para dar transparência. Alguém, por exemplo, pode estar fazendo uma campanha maior do que anuncia. Como diz o ditado, não há melhor desinfetante que a luz do sol. Com essa ação se torna difícil fiscalizar. Mas sem esses dados, é impossível”, avalia.

Falta internet

Apesar do esforço do juiz, os moradores da cidade não têm conhecimento da medida, conforme apurou a reportagem. O pequeno alcance pode ser explicado pela exclusão digital da cidade. Com 20 mil habitantes, apenas 400 domicílios tinham computadores conectados à internet, segundo dados do Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). “Tentamos divulgar, usamos a rede social, mas não temos mecanismos para fazer um ato de publicidade necessário. A todos que temos oportunidade de apresentar, apresentamos. Mesmo com as limitações, podemos nos orgulhar, pois essa simples ferramenta é a primeira na história desse país para que as pessoas possam saber os doadores antes do pleito”, comentou.
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Fonte: UOL

Parceria exitosa contra a AIDS


Desde que surgiu, em 1986, primeiro como programa, o Departamento de Aids do governo federal traçou como uma de suas linhas de atuação o foco em ações, tanto na área de prevenção quanto no acesso ao tratamento, nas populações em situação de maior vulnerabilidade. Para chegar a esse grupo - gays, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, Travestis, Transexuais e usuários de drogas -, desde o início ficou evidente que não seria possível para o governo atuar de forma isolada. O Estado não conseguia alcançá-los, mesmo com todo o aporte de recursos financeiros e gerenciais. Foi com a ajuda das organizações sociais, que têm acesso e credibilidade perante essas comunidades, que se conseguiu construir uma política pública direcionada para o controle da epidemia de Aids no Brasil.

São 26 anos de parceria. Com altos e baixos, mas buscando sempre construir o interesse público, com inclusão social. Avançamos muito, trabalhando juntos para evitar que novas pessoas sejam infectadas pelo HIV e para proporcionar, a quem já vive com o vírus, um tratamento integral de qualidade. Nesse sentido, o papel da sociedade civil, voltado principalmente à defesa dos direitos humanos, se mostra essencial.

O controle social exercido pelas organizações não governamentais também é importante para garantir a implementação de diretrizes e estratégias traçadas como necessárias por quem está na ponta. É esse controle que faz com que o atendimento seja garantido, que o diagnóstico precoce seja ampliado e que os direitos individuais sejam respeitados.

Esses grandes parceiros, no entanto, têm enfrentado dificuldades relacionadas à questão de sustentabilidade. Problemas que remontam à criação da legislação, na década de 1990, que estabelece as relações entre Estado e sociedade civil. Por ser muito pragmática, não considera as imensas diferenças entre essas estruturas organizativas. Com isso, tem-se uma situação jurídica extremamente complexa e que precisa ser revista. Em nosso entendimento, o marco regulatório das ONGs possibilitaria ajustes na forma de tratamento e no relacionamento entre governo e sociedade civil. As fontes de financiamento para as organizações que trabalham na área de saúde também precisam ser rediscutidas.

Com relação ao montante de recursos repassado pelo governo federal às ONGs para a realização de ações, o Brasil ganha destaque, inclusive entre os países desenvolvidos. Para se ter ideia, durante a XIX Conferência Internacional sobre Aids, realizada em julho, em Washington (EUA), a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, foi aplaudida de pé por anunciar o repasse de US$ 2 milhões para organizações não governamentais daquele país. No Brasil, somente no último edital deste ano, o valor destinado pelo governo para essas instituições foi de R$ 10 milhões. Em 2012, até o momento somamos R$ 14 milhões de recursos voltados exclusivamente para o terceiro setor brasileiro por meio de convênios. Vale ressaltar os demais apoios oferecidos de forma direta, como deslocamentos, participações em eventos etc.

Na parte que nos cabe, temos trabalhado para viabilizar a continuidade dessas organizações. Por meio de um grupo de trabalho, do qual participaram governo e sociedade, conseguimos levar a aprovação da isenção da exigência do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência em Saúde (Cebas) para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Assim, em 2013, ONGs que trabalham nas áreas de prevenção e promoção à saúde, no campo das DST, Aids e Hepatites Virais, terão mais facilidade de acesso aos recursos públicos federais e internacionais. Isso porque o certificado era mais um entrave burocrático que dificultava o acesso das instituições aos recursos.

Desde 1999, o Ministério da Saúde apoia a realização de ações de prevenção promovidas pelo movimento social. Nesse sentido, já repassou, por meio de editais públicos, R$ 247 milhões. Montante que financiou exatos 6.387 projetos.

Não podemos deixar de destacar que a sociedade civil organizada foi, em parte, responsável por uma das maiores conquistas do programa de Aids brasileiro, que é o acesso universal ao tratamento. A distribuição gratuita, garantida pela Lei nº 9.313, foi fruto da pressão exercida pelo movimento, especialmente o de pessoas vivendo com o vírus. E está claro para nós, governo, que a continuação da resposta bem-sucedida do Brasil à epidemia de HIV/Aids e de hepatites virais precisa do envolvimento dessas organizações.
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(Fonte: Correio Brasiliense - Fotografia: GGB)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Trabalho da STVBrasil é apresentado em São Paulo

Nesta quarta-feira, 29, no Anhembi, em São Paulo, a diretora executiva da STVBrasil, Conceição Barbosa, apresentou a experiência da STVBrasil - Sociedade Terra Viva no trabalho com mídias.






































Conceição relatou a experiência da instituição na luta em defesa dos direitos das populações menos favorecidas através do rádio e da Internet, pelo Blog O Mipibuense.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Somos quem podemos ser...

"Um dia me disseram 
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
...
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
...
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
...

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter"
(Engenheiros do Hawaii)

Blog desenvolvido por Haendel Dantas | Blog O Mipibuense 2009