quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Oportuniade para projetos culturais



Lei de Incentivo a Cultura Câmara Cascudo abre novo prazo para recebimento de projetos

As inscrições de projetos para a Lei de Incentivo a Cultura Câmara Cascudo se encerraram ontem (15), mas o Governo do Estado abrirá novo prazo, por meio da Fundação José Augusto. Do dia 1º a 30 de outubro, artistas e produtores terão mais uma chance de submeter suas propostas à análise.

No Estado, o valor total reservado à concessão de incentivos fiscais para financiamento cultural em 2015 é de R$ 6 milhões.

Neste ano, já foram abertas duas etapas de cadastro: de 1° de abril a 15 de junho e de 15 de julho até 15 de setembro. Mais de 100 documentos chegaram à Fundação. Setenta e oito foram aprovados (ver anexo) e alguns seguem em análise. Os habilitados são divulgados no Diário Oficial do Estado à medida que são avaliados. Um mesmo proponente pode ter aprovado até dois projetos.

De acordo com o regulamento, os projetos devem ser entregues no Protocolo da Fundação José Augusto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 16h, ou via Sedex com aviso de recebimento (AR). O endereço é Rua Jundiaí, 641 - Tirol, Natal - RN, CEP: 59020-120.

O regulamento disciplina a captação de recursos e orienta como deve ser feita a inscrição, além de execução e divulgação das iniciativas. A prestação de contas também deve seguir formulário próprio do Programa.

Os projetos apresentados para seleção deverão desenvolver a produção de bens e serviços que englobem as seguintes áreas: artes cênicas, plásticas e gráficas; cinema e vídeo; fotografia; literatura; música; artesanato, folclore e tradições populares; museus; bibliotecas e arquivos; e, patrimônio material e imaterial.

O patrocinador que apoiar financeiramente projetos aprovados pela comissão poderá abater até o equivalente a 2% do ICMS a recolher, num período único ou em períodos sucessivos, Até atingir o valor total proporcional a 80% do projeto.

Para fazer jus ao desconto, o patrocinador deverá participar com recursos próprios, em parcela equivalente a, no mínimo, 20% do valor dos recursos transferidos, através de numerário ou cheque ou equivalente em mercadorias.

Todos os anexos estão disponíveis aqui.

Informações: (84) 3232-5315 (Silvana Macedo)

Fundação José Augusto
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Assessoria de Imprensa - (84) 3232 5321
Isabela Santos - (84) 9916 1236

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mercadante presenciou acerto de caixa dois, diz empreiteiro da UTC

Dono da UTC e delator da Operação Lava Jato, o empreiteiro Ricardo Pessoa disse que o ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante presenciou um acerto de caixa dois para financiar sua campanha, em 2010, quando concorria ao governo de São Paulo pelo PT. No mesmo depoimento, Pessoa também relatou pagamentos ilegais ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), também na eleição de 2010.
Pelo relato, o encontro ocorreu na casa de Mercadante em São Paulo, com as presenças do então coordenador da campanha ao governo e atual presidente do PT-SP, Emídio de Souza, e do presidente da Constran, João Santana, empresa que pertence ao mesmo grupo da UTC.
Empreiteiros e políticos bateram o martelo de uma doação de R$ 500 mil. Foi quando, segundo o empreiteiro, Emídio pediu a Pessoa que R$ 250 mil fossem doados oficialmente e outros R$ 250 mil, em espécie.
Pessoa disse ter realizado o pagamento por meio de caixa dois da UTC, operado à época pelo escritório de advocacia e contabilidade de Roberto Trombeta.
"Mercadante presenciou o pedido de pagamento da parcela em espécie, mas não fez nenhum comentário", disse Pessoa, conforme a transcrição do depoimento.
As declarações, que estavam em sigilo, se tornaram públicas nesta segunda-feira (14) e constam em um documento encaminhado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.
DOAÇÃO PARA TUCANO
Quanto ao senador Aloysio Nunes Ferreira, Pessoa afirmou que esteve em São Paulo em um escritório político do tucano, que pediu ajuda financeira por meio de caixa dois da campanha ao Senado.
De acordo com a transcrição do depoimento do empreiteiro, Aloysio Nunes "solicitou que o pagamento fosse feito da seguinte forma: R$ 300 mil oficialmente e R$ 200 mil em dinheiro". Além dos dois, também participou do encontro o presidente da Constran.
Pessoa disse que "não acreditava na vitória" do candidato do PSDB ao Senado, mas disse que fez a doação porque tucano era uma "pessoa influente" no partido e um possível "ministeriável".
O delator não detalhou como ocorreu a entrega dos valores nem quem fez a intermediação para a campanha do tucano, mas afirmou que também usou os serviços de Roberto Trombeta para gerar o dinheiro em espécie.
Há duas semanas, a Procuradoria Geral da República encaminhou ao Supremo pedido para investigar Mercadante, Aloysio Nunes e o ministro Edinho Silva (Comunicação Social). O relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki, entendeu que não havia relação dos fatos com o escândalo da Petrobras e decidiu encaminhar os casos do Mercadante e do tucano para outro relator. O ministro Celso de Mello foi o sorteado.
No mesmo depoimento, Pessoa também relatou pagamento por caixa dois ao ex-senador Hélio Costa (PMDB), que em 2010 concorreu ao governo de Minas. O delator disse que o repasse foi pedido por Ivan Guimarães, ex-presidente do Banco Popular.
OUTRO LADO
Por meio de nota, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, refutou as alegações de Ricardo Pessoa de que tenha presenciado um acerto de caixa dois para a campanha do PT ao governo paulista em 2010. Ele reconheceu a reunião com o dono da UTC e o então coordenador da campanha, Emídio de Souza, mas negou que tenham discutido doações não contabilizadas.
"Na referida reunião, eu estava acompanhado do senhor Emídio de Souza, então coordenador de minha campanha. Não houve qualquer discussão de valores, tampouco solicitação de recursos de caixa dois por parte do coordenador de campanha. A contribuição oficial para campanha foi tratada em momento bem posterior pela coordenação de campanha e sem a minha presença. Na ocasião, foi informado da disposição do senhor Ricardo Pessoa em contribuir com o valor de R$ 500 mil, em duas parcelas iguais, respeitando a legislação eleitoral", disse Mercadante.
O ministro disse que a tese de caixa dois é "absolutamente insustentável" porque os R$ 500 mil doados pela UTC e pela Constran foram recebidos, em julho e agosto de 2010, declarados e integram a prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral, que foi aprovada.
Emidio de Souza negou, em nota, que tenha pedido doação via caixa dois. Ele afirmou que, no encontro citado pelo empreiteiro, não foi discutido nenhum pedido de contribuição e que só conheceu Pessoa naquela ocasião.
Aloysio Nunes, por meio de sua assessoria, negou que tenha recebido doação por meio de caixa dois. O senador disse que o depoimento é um "equívoco" porque não tratou de contribuição para a campanha com Pessoa, mas apenas com o presidente da Constran. Também afirmou que pediu doação "nos termos da lei eleitoral".
A reportagem não conseguiu localizar o ex-senador Hélio Costa.
Leia a íntegra da nota do ministro Aloizio Mercadante:
_Desconheço o teor da delação premiada do senhor Ricardo Pessoa, pois o pedido que formulei em junho ao Supremo Tribunal Federal para obter acesso não foi deferido. O que há são informações veiculadas pela imprensa, cujo acesso aos dados sigilosos e à forma de divulgação não me cumpre julgar.
2. Assim que foram veiculadas pela imprensa essas informações, vim a público e confirmei, inclusive para esse jornal, em 26 de junho de 2015, e em coletiva à imprensa, a existência de um único encontro com o senhor Ricardo Pessoa, por sua solicitação. Na oportunidade, não era ministro de Estado, mas senador e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, em 2010.
3. A reunião, como já afirmei em mais de uma oportunidade, ocorreu em minha residência pelo fato de me encontrar convalescendo de uma intervenção cirúrgica. O senhor Ricardo Pessoa estava representando as empresas de seu grupo econômico, a UTC e a Constran, acompanhado de um dirigente dessa empresa, que possui participação em grandes obras no Estado de São Paulo, a exemplo de metrô, pontes, rodovias, grandes obras viárias, entre outras.
4. Na referida reunião, eu estava acompanhado do senhor Emídio de Souza, então coordenador de minha campanha. Não houve qualquer discussão de valores, tampouco solicitação de recursos de caixa dois por parte do coordenador de campanha. A contribuição oficial para campanha foi tratada em momento bem posterior pela coordenação de campanha e sem a minha presença. Na ocasião, foi informado da disposição do senhor Ricardo Pessoa em contribuir com o valor de R$ 500 mil, em duas parcelas iguais, respeitando a legislação eleitoral.
5. Assim, a tese de caixa dois é absolutamente insustentável, uma vez que são exatamente R$ 500mil os valores declarados, em 2010, e devidamente comprovados em prestação de contas à Justiça Eleitoral, inclusive já aprovada sem qualquer ressalva. Os dados, a propósito, são públicos e podem ser consultados por qualquer interessado:
A. UTC, por meio de uma única contribuição, em 27 de agosto de 2010, devidamente contabilizada e declarada à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 250 mil reais, conforme recibo eleitoral nº 13001092079; e
B. Constran Construções, por meio de uma única contribuição, em 29 de julho de 2010, devidamente contabilizada e declarada à Justiça Eleitoral, no valor de R$ 250 mil reais, conforme recibo eleitoral nº 13001092017.
Como sempre, coloco-me à inteira disposição das autoridades competentes para prestar os devidos esclarecimentos e auxiliar em eventual processo investigatório. Tenho certeza que todas as questões serão devidamente esclarecidas, pois mantenho minha confiança na condução dos trabalhos pelo Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal.
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1681507-mercadante-presenciou-acerto-de-caixa-dois-diz-empreiteiro-da-utc.shtml

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

PF pede ao Supremo para ouvir Lula no inquérito da Lava Jato

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja ouvido no inquérito que investiga envolvimento de políticos no esquema de corrupção na Petrobrás. O pedido foi feito pelo delegado Josélio Sousa. Ele suspeita que Lula pode ter sido ‘beneficiado pelo esquema em curso na Petrobrás, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo’.


Além de Lula, a PF pede a oitiva de Ideli Salvatti, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, o ex-ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência, Governo Dilma Rousseff e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula). O Instituto Lula informou que desconhece o documento da Polícia Federal.

Esta é uma recomendação da PF, que o STF pode acatar ou não. O Supremo agora vai submeter o pedido da PF para a análise do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O chefe do Ministério Público Federal vai dar um parecer sobre o pedido da PF.

A decisão se baseia em depoimentos dos delatores, o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o ex-gerente de Engenharia da estatal Pedro Barusco.

O documento da PF menciona que Paulo Roberto Costa e Youssef ‘presumem que o ex-presidente tivesse conhecimento do esquema de corrupção descortinado na Petrobrás em razão das características e dimensão do mesmo.

Os colaboradores não dispõem de elementos concretos que impliquem a participação direta do ex presidente. Contudo, a PF entende que não há como dissociar que o esquema de poder político foi alimentado com recursos da Petrobrás.

A PF diz ainda que os delatores confirmam que diretores foram indicados para diretorias da Petrobrás por políticos “que por sua vez reverteu-se em apoio parlamentar ajudando a formar assim a base de sustentação política do governo”.

“Dentro dessa logica, os indícios devem ser buscados não apenas no rastreamento e identificação de vantagens pessoais que por ventura foram obtidas pelo então presidente, mas também nos atos de governo que possibilitaram que o esquema se instituísse e fosse mantido uma vez que tal como assinalado, não se trata apenas de um caso de corrupção clássica”, afirma o documento.

Com base nisso, a PF considerou necessário ouvir o ex-presidente para que esclareça sobre os fatos investigados envolvendo núcleo político partidário de seu governo.

O presidente Dilma não pode ser investigada nos fatos neste período, por força da Constituição.

Em ofício ao Supremo Tribunal Federal, o delegado Josélio Sousa sustenta. “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobrás, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal.”

Lula não tem foro privilegiado. A PF não explica por que pediu o depoimento do ex-presidente ao Supremo e não à primeira instância. “Neste cenário fático, faz-se necessário trazer aos autos as declarações do então mandatário maior da nação, Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que apresente a sua versão para os fatos investigados, que atingem o núcleo político-partidário de seu governo”.

COM A PALAVRA, O PT
Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT informou ‘que não vai se pronunciar pois não tem conhecimento oficial dessa demanda da Polícia Federal’
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Fonte: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-pede-ao-supremo-para-ouvir-lula-no-inquerito-da-lava-jato/

Encontro discute eleições do Conselho Nacional de Políticas Culturais neste sábado


O Conselho Nacional de Políticas Culturais será renovado. Para discutir e tirar dúvidas sobre as eleições dos Colegiados Setoriais no Rio Grande do Norte e o Plenário do CNPC, o Governo do Estado, por meio da Fundação José Augusto, promove o encontro presencial da eleição neste sábado (12), a partir das 9h, no IFRN da Cidade Alta.

O evento faz parte da mobilização organizada pelo Ministério da Cultura (MinC) para atrair os mais diversos segmentos culturais para o pleito.

A etapa estadual da Eleição do CNPC para o período de 2015 a 2017 começou na terça-feira (8), pelo site www.cultura.gov.br/votacultura. Interessados podem se candidatar pela internet até 26 de setembro. A votação segue até 7 de outubro.

É importante marcar presença no encontro, pois é quando será definido o número de delegados estaduais que cada setorial levará para as etapas nacionais. Os setores que participam dessa etapa são Arquitetura e Urbanismo; Arquivos; Arte Digital; Artes Visuais; Artesanato; Circo; Culturas Afro-Brasileiras; Culturas Populares; Dança; Design; Literatura, Livro e Leitura; Moda; Música; Patrimônio Imaterial; Patrimônio Material e Teatro.

Na ocasião, os participantes poderão manifestar suas ideias para aperfeiçoar as políticas culturais e se inscrever no processo como eleitores (maiores de 16 anos) e/ou candidatos (maiores de 18).  Serão disponibilizados ao público terminais de acesso à plataforma digital na qual são registradas as inscrições.

O diretor geral da Fundação José Augusto, Rodrigo Bico, ressalta a importância da participação de todos. “Para que cada Setorial leve mais de um representante estadual para as etapas nacionais é importante que nesse dia 12 cada setorial tenha pelo menos 31 presentes”.

Candidatura
Para ser candidato é preciso apresentar propostas por meio de defesa e comprovação de experiência no setor. Dentre os documentos comprobatórios previstos no edital estão currículo ou portfólio; diploma ou certificado de profissionalização relacionado ao campo setorial; registro profissional no Ministério do Trabalho e Emprego (DRT); declaração emitida por entidade/ comunidade representativa da área ou segmento reconhecendo a atuação; Carteira de Trabalho demonstrando vínculo empregatício em atividade empresarial relacionada à área ou segmento. Também é preciso incluir foto.

Conselho Nacional de Políticas Culturais
O CNPC é um órgão colegiado integrante da estrutura do Ministério da Cultura. Seu objetivo é propor a formulação de políticas públicas, promovendo a articulação e o debate dos diferentes níveis de governo e sociedade civil organizada, para o desenvolvimento e fomento das atividades culturais no território nacional.

Blog desenvolvido por Haendel Dantas | Blog O Mipibuense 2009